HAUSER and Señorita - Something Stupid
Seguidores
10.9.22
PORQUE HOJE É SÁBADO
Etiquetas:
HAUSER and Señorita,
Something Stupid
9.9.22
OS CAMINHOS DO DESTINO - PARTE XXVI
Os três dias passaram sem nada de relevante, a não ser a secreta alegria que Beatriz sentiu quando ele regressou. E Julho terminou, numa Sexta-feira, e nessa noite César disse-lhe para ficar mais um pouco precisavam conversar.
- Consegui entregar, o último trabalho que tinha para este mês. Em Agosto vou fechar a agência, e vou de férias. Gostaria muito que viesses connosco, a Matilde gosta muito de ti, vai sentir a tua falta. E …eu também, - concluiu com um entoação que a fez enrubescer até à raiz do cabelo.
Engoliu em seco. Não podia. Cada dia se sentia mais atraída por ele, e viam-se tão pouco, como podia passar um mês na sua companhia? Sem deixar de a olhar, como se exigisse nesse olhar uma resposta, aproximou-se dela.
- Podemos contar contigo?
- Será uma mudança do meu local de trabalho ?- Perguntou tentando impôr distâncias.
-Tens alguém que o impeça? Um namorado? – Perguntou ele, como se não tivesse percebido.
- Não. Sou viúva!
Não mostrou qualquer surpresa. Como se o soubesse. Ela não lhe tinha dito. E o cartão de cidadão não faz referência ao estado civil. Teria mandado alguém investigá-la? Decerto que sim. Era lógico, doutra forma como se explicaria que confiasse tanto nela?
- E então? Os dois somos maiores, não temos ninguém a quem prestar contas. Deves ter reparado que me sinto atraído por ti. Vocês, mulheres, percebem isso. A minha filha já te conquistou. Será que me vais dar oportunidade de fazer o mesmo?
Aquilo era uma declaração? Se não era, parecia. Sentiu que lhe faltava o chão.
- Não pode ser. Não pode haver nada entre nós…
- Porquê? Há alguma razão lógica para isso?
Tinha levantado um pouco a voz, e Matilde que brincava com o seu ursinho, veio agarrar-se às calças do pai.
- Por favor César, não é o local nem a hora para esta conversa. Está na hora da Matilde jantar. E também se está a fazer tarde para mim.
Ele pegou na menina ao colo.
- Porque não jantas connosco? Continuamos esta conversa depois. É importante. Depois chamo um táxi para te levar a casa.
-Não. Falamos na Segunda.
E pegando na mala saiu apressada, como se fugisse dos seus próprios sentimentos.
8.9.22
PENSAMENTO DO DIA
Etiquetas:
Gabriel Garcia Marques,
Pensamento do dia
7.9.22
OS CAMINHOS DO DESTINO - PARTE XXV
Eram dezassete horas, quando chegaram ao apartamento de Beatriz. Matilde mostrava-se muito admirada, como se nunca tivesse passado pela sua cabeça, que a ama também tinha uma casa.
A jovem procurou no guarda fato, uma pequena mala, onde colocou algumas peças de roupa, o secador de cabelo e os artigos básicos de higiene. Depois, para satisfazer a curiosidade da menina mostrou-lhe a casa. Desculpou-se com o não se lembrar onde tinha a chave, para não lhe mostrar o quarto do bebé, que mantinha fechado desde que saíra do hospital. Não queria ouvir as perguntas da criança, nem ter de lhe dar explicações.
Eram quase vinte horas, quando César telefonou.
Quis saber se estava tudo bem, e ela respondeu que sim e disse que ia passar o telefone à menina.
Não ouvia o que o pai lhe dizia, mas ouvia a menina falar dela, e sem saber porquê sentiu-se incomodada.
Que se passava com ela? Porque é que ultimamente pensava tanto nele? Não podia estar a interessar-se por ele, conhecia-o há menos de três meses. Certo que foram meses em que se viram todos os dias. Mas quase não se falavam. Tudo o que ela sabia sobre ele, fora Berta que lhe contara. Por ela soubera que ele sofrera um grande desgosto com a morte da mulher.
Deviam amar-se muito, por isso era normal que não procurasse outro relacionamento. Sorriu ao lembrar o que Clara lhe tinha dito numa conversa anterior “mulher, vocês estão no mesmo barco. Deviam remar juntos.” No mesmo barco estariam, mas não pelo mesmo motivo. Ele estaria por recordação a um grande amor, ela estava por desilusão. Nunca remariam para o mesmo lado.
- Bia, o pai quer falar contigo – disse a menina estendendo-lhe o telefone
- Estou…
Silêncio. Será que ele tinha desligado? Repetiu:
- Estou…
- Sim, tinha deixado de ouvir, julguei que a chamada tinha caído. Ligo amanhã antes de me ir encontrar com o cliente. E quero agradecer-te. Obrigado … Bia.
E desligou, deixando-a a olhar o telefone como se ele fosse um bicho raro. Bia? Porque é que a chamara assim? Certo que a menina, a tratava por Bia desde a primeira semana. Mas ele? E agradecera-lhe. Que raio havia para agradecer? Ficar com a menina? Estava no contrato. Cuidar bem dela? Era a sua obrigação. Se ele soubesse, que ela estava implicada no acidente que o privara da mulher…
6.9.22
POESIA ÀS TERÇAS - PAULO MENDES CAMPOS
Amor Condusse Noi Ad Nada
Quando o olhar adivinhando a vida
Prende-se a outro olhar de criatura
O espaço se converte na moldura
O tempo incide incerto sem medida
As mãos que se procuram ficam presas
Os dedos estreitados lembram garras
Da ave de rapina quando agarra
A carne de outras aves indefesas
A pele encontra a pele e se arrepia
Oprime o peito o peito que estremece
O rosto a outro rosto desafia
A carne entrando a carne se consome
Suspira o corpo todo e desfalece
E triste volta a si com sede e fome.
Paulo Mendes Campos
Biografia AQUI
Etiquetas:
Paulo Mendes Campo,
poesia às terças
5.9.22
OS CAMINHOS DO DESTINO - PARTE XXIV
Passou todo o dia a pensar nele. Havia pouco mais de dois meses que tinha começado a cuidar de Matilde. Cuidava dela, com todo o carinho, não só porque gostava muito de crianças, e tinha acabado de perder um filho, como porque desde que tivera a certeza de que a mãe dela morrera naquele fatal acidente provocado pelo marido, indiretamente se sentia culpada da orfandade da menina.
O pai, era um homem bonito, simpático, mas para ela era o patrão, e não podia pensar nele de outro modo.
Por outro lado, ela não pensava em qualquer homem como possível companheiro, a experiência com o casamento anterior, não lhe deixara desejos de repetir a dose. Tinha ficado vacinada.
Contudo sentia que havia qualquer coisa estranha entre ela e César. Ela não sabia exatamente o quê, mas sentia-o. Era como uma estranha energia que a atraía para ele. Talvez fosse a maneira como ele a olhava, como se houvesse uma dúvida permanente, entre a confiança com que tinha posto a sua casa e a sua filha, aos cuidados dela, e alguma coisa que ele temia, ou se recusava a aceitar.
Como eram quase dez horas quando César se despediu da filha, nesse dia não houve passeio com a criança, tendo ficado a manhã confinada às habituais brincadeiras no jardim. Depois do almoço, e enquanto Matilde dormia a sesta telefonou à amiga.
Contou-lhe a novidade.
-Quer dizer que vais ficar aí três dias? Sem ires a casa?
-Não. Quando a Matilde acordar, depois do lanche, levo-a a passear, e vamos a casa. Preciso trazer roupas, e alguns artigos de higiene.
- Começas por levar algumas coisas e acabas por te mudar para aí.
- Não sejas tonta. Foi uma regra que aceitei, e que está no contrato.
- Não te amofines, estava a brincar. E ele? Tudo na mesma? Não arranjou namorada?
- Como queres que saiba? Sou apenas uma empregada.
- Uma empregada especial. Essa história de te entregar a casa e a filha… será um teste?
- Já me estou a arrepender de te ter telefonado. Estás impossível hoje!
-Pronto, não digo mais nada. Mas posso pensar, não? Olha, vou fechar a loja uns dias em Agosto. Todos os anos nessa altura, é uma pasmaceira, ninguém compra nada, a loja só não leva o dia entregue às moscas, porque eu e o Nuno, estamos cá para as enxotar. Penso ir para Lagos. Olha, depois falamos, tenho agora aqui uma cliente.
-Vende muito. Adeus
4.9.22
DOMINGO COM HUMOR
Um camionista para a sua viatura à beira da estrada e dá boleia a uma bela jovem.
Depois de conversarem um pouco, ambos decidiram parar para comer qualquer coisa e acabam por ir para o quarto de um motel.
Enquanto a jovem se despe, o homem pergunta-lhe:
- Diz-me lá: que idade é que tens?
- Treze.
- Por amor de Deus! Veste-te imediatamente e vai-te embora daqui!
- Olha...outro supersticioso!
********************
Um dia a minha mamã saiu e o meu papá ficou a tomar conta de mim.
Eu tinha então perto de 2 anos e meio e estava a convalescer de um pequeno acidente.
Nessa altura alguém deu-me um serviço de chá miniatura que se tornou um dos meus brinquedos preferidos.
Certo dia o papá estava na sala assistindo atentamente ao Telejornal, enquanto eu, brincando com o meu novo serviço, ia-lhe servindo chávenas de "chá" que, naturalmente, era só água... Depois dele ter bebido - e elogiado constantemente o meu "chá", a mamã chegou a casa.
O papá empatou a mamã na sala para que ela pudesse ver-me a trazer-lhe mais uma chávena de "chá" pois ele estava absolutamente "derretido" comigo.
A mamã esperou e viu-me chegar orgulhosa com mais uma chávena de "chá" e assistiu espantada ao ar deliciado com que o papá o bebeu até ao fim.
Mal o meu papá acabou de beber, a mamã (como só uma mãe saberia fazer) disse-lhe:
- "Ouve lá: alguma vez te passou pela cabeça que o único lugar com água a que ela chega cá em casa é a sanita????"
******************
Uma Alentejana entra numa farmácia e pede uma garrafa de frequência.
O farmacêutico olha e diz:
- Desculpe-me, nos meus 30 anos de experiência na profissão, nunca ouvi falar desse produto. É algum novo tipo de perfume?
A alentejana respondeu:
- Ê cá na sê! O dotôri disse-me que aquando ê tiver lôca com comichão na perseguida, pra me lavar com "Frequência"!
*******************
Um homem acaba de morrer.
No funeral, o padre tece os maiores elogios ao falecido:
- Um bom marido, um bom cristão, um pai exemplar...
A viúva, virando-se para o filho, diz-lhe:
- Vai espreitar o caixão e confirma se é mesmo o teu pai.
***************
- António, de que é que tu gostas mais em mim?
- Dos teus rissóis. - Irra, António, digo do interior!
- Ah, os de camarão!!
Etiquetas:
domingo com humor,
Porque rir faz bem
3.9.22
PARABÉNS PARA MIM
1952
1954
1956 a turma múltipla da 1ª à 3ª Classe
19621968
1971 MOÇAMBIQUE
1972 Moçambique. O casamento é o segundo, o marido é o mesmo
1989 - 42 Anos
2019 - 72 anos
E hoje são 75 Vamos festejar?
Sintam-se à vontade para comer a mobília. É tudo bolo.2.9.22
OS CAMINHOS DO DESTINO - PARTE XXIII
Obtida a autorização para sair com a menina dos limites casa-jardim, e aproveitando os dias de imenso calor que se faziam sentir, naquele mês de Julho, a jovem preparava um lanche e todos os dias saíam de casa pouco depois das nove e regressavam perto do meio-dia.
Iam ao parque, ou à praia, ao jardim zoológico, onde a criança adorava ver os animais, e onde foram várias vezes, visitando o jardim por fases, pois o tempo diário de que dispunham, era manifestamente insuficiente para ver o zoo.
Matilde parecia outra menina, estava alegre, e muito mais descontraída que há dois meses atrás quando Beatriz a conheceu.
Com o pai da menina, não tinha voltado a conversar, viam-se todos os dias, mas pouco mais falavam do que uma banal saudação.
Decerto a filha lhe contaria o que faziam ou por onde andavam, mas a Beatriz ele não fazia perguntas, e ela agia com a menina exatamente como agiria se fosse sua filha.
Naquela manhã César, disse-lhe que precisavam conversar, e encaminhou-se para o escritório. Ela seguiu-o deixando Matilde com a cozinheira.
- Sente-se Beatriz. Chamei-a porque estou com um problema. Preciso viajar, e a minha irmã nega-se a deixar a minha mãe vir tomar conta da Beatriz. Não sei se sabe, ela teve gémeos, e está muito nervosa, diz que não consegue tratar dos filhos, sozinha. Sei que lhe falei na possibilidade de ter que ficar algum dia com ela de noite, e me disse que não havia problema. Mas não é uma noite. Serão duas, ou talvez três.
- Não tem problema, eu fico com ela. Se o senhor confia em mim, ao ponto de deixar a sua casa e a sua filha à minha guarda, eu garanto que cuidarei delas como se minhas fossem.
Ele voltou a olhá-la daquele modo indefinido que a deixava perplexa. Depois disse:
- Se eu te confio a minha casa e a minha filha, não achas esquisito o nosso tratamento cerimonioso. Trata-me por César. – E reparando no ar renitente da jovem acrescentou, - por favor.
- Como queiras, - respondeu.
- Vou preparar a mala. Ainda vou ao escritório assinar uns documentos e parto de seguida. Depois de amanhã à tarde, estarei de volta se tudo correr bem.
1.9.22
PORQUE ME APETECE
Amigos estou com um problema que não sei como resolver. Como sabem por não conseguir comentar com o Chrome, mudei para o Firefox. Não tive problemas nele, mas sinceramente estou tão habituada ao Chrome que era mais difícil utilizar o Firefox. Assim seguindo o conselho do Tintinaine , desinstalei o Chrome e voltei a instalá-lo e tudo ficou normal, pelo que deixei o Firefox e voltei ao Chrome.
Subscrever:
Mensagens (Atom)




















