Seguidores

Mostrar mensagens com a etiqueta substituta. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta substituta. Mostrar todas as mensagens

12.3.18

A TRAIÇÃO - PARTE XV


Desabafou com a irmã, o que não se tinha atrevido a contar à mãe. Laura recriminou-a por ter fugido daquela maneira. Segundo ela, deveria ter fingido que não sabia de nada e lutar com todas as suas armas para reconquistar o marido. Mas uma vez que decidiu abandonar a luta, devia pelo menos enfrentar João e confrontá-lo com a sua traição. Odete sabia que seria assim que a sua irmã faria, mas ela não tinha essa coragem. Estava demasiado ferida para confrontos. Ele que pedisse o divórcio e fosse viver a sua vida, ela trataria de lamber as suas feridas longe dele. Precisava arranjar trabalho com urgência, pois não levantara um cêntimo sequer da conta conjunta, e o dinheiro que tinha guardado ao longo daqueles três anos estava a acabar. Felizmente para ela, Denis, o cunhado da irmã, andava à procura de uma Educadora de Infância, para a sua creche, e como ela dominava o inglês, em breve estava empregada.
Em vão esperou que o advogasse lhe comunicasse o pedido de divórcio apresentado pelo marido, mas ele nunca o fez.  
Até que há quinze dias, tinha recebido um telefonema do pai. Em breve ia partir com uma carga para França, e a saúde precária da mulher, fazia-o recear deixá-la sozinha. Odete que estava prestes a iniciar as suas férias, pediu a antecipação e regressou. Com a situação atual, ela tinha que avisar de que não ia voltar. Felizmente tinha acabado o contrato, contava renová-lo depois das férias, avisando Denis, ele poderia com tempo arranjar uma substituta.
O que realmente a preocupava agora era a cirurgia a que a mãe, ia ser sujeita, e a vida que ela teria dali para a frente, na sua antiga casa. O peso das recordações ali vividas, a convivência com o marido, e as perseguições que decerto iria sofrer, por parte de Inês.
Cansada acabou por adormecer. Acordou às sete horas. Levantou-se e foi tomar banho. De passagem olhou-se no espelho. As olheiras profundas denunciavam a noite mal dormida e cheia de pesadelos que tivera. Teve a sensação de que tinha envelhecido uns bons anos.
Depois de se arranjar, dirigiu-se à cozinha, onde já encontrou a mãe a fazer as torradas para o pequeno-almoço.
Fê-la sentar enquanto dizia:
-Então mãe, a fome é tanta que não podia esperar por mim. O médico disse que não se pode cansar. Eu trato disto.
-Também não posso estar, todo o dia deitada, ou sentada, -retorquiu a mãe. Faz-me dores no corpo. E depois tenho muito tempo para estar deitada quando estiver no hospital. Chegaste a falar com o teu pai ontem? – Perguntou.
- Falei. Ele já estava quase a chegar à fronteira. Mais dois dias e está em casa.
- Ainda bem. Não gostaria de ir para o hospital sem o ver.


Bom agora já  toda a gente sabe o que separou o casal. E pelos vossos comentários, verifico que as opiniões se dividem. Uns acreditam na traição do doutor, outros julgam que foi um estratagema de Inês para os separar. Quem será que tem razão?
Entretanto ultrapassámos os 31000 comentários. Bem Hajam.