Aviso a quem me reconhecer. A foto é minha só porque eu casei no mesmo ano da protagonista. A estória não tem nada a ver comigo.
Agora, passados quase dez anos, o rapaz decidira casar. E queria fazê-lo com uma mulher da terra. Escreveu aos pais, dando conta dos seus desejos.
O pai dele, era amigo do pai de Sofia, e fez-lhe saber que gostaria da rapariga para nora. E quando o pai lhe falou nessa possibilidade, ela só quis saber, se era para ir viver com o marido, ou se tinha que aguardar na aldeia pelo seu regresso. Quando o pai lhe disse que era para ir para França, aceitou na hora.
Ia fazer vinte anos, tinha a cabeça cheia de sonhos e a alma presa à submissão do regime de então que tirava às mulheres todos os direitos que não fossem o de procriar para manter a espécie. E mesmo com os filhos, eles só eram realmente seus enquanto estavam no ventre materno, porque uma vez paridos, era o pai que detinha sobre ele, todos os direitos.
