2.2.13

AQUELE DOIDO




16 comentários:

rosa-branca disse...

Olá amiga Elvira, adorei a história do ti'João e tantos que ficaram sem os filhos por causa de uma guerra sem nexo. Cá a espero e espero que esteja bem melhor, se possível boa. Beijos com carinho

edumanes disse...

Sentada na soleira
De sua porta à tardinha
Depois da soalheira
Já quase à noitinha!

Depois vozes fortes
Entre o bater dos remos
Agora fazem cortes
E dos pobres tarecos!

Bom fim de semana para você.
amiga Elvira,
um abraço
Eduardo.

Luma Rosa disse...

Talvez seja necessária uma certa loucura para podermos enfrentar a lucidez do mundo ou dos adultos. Algumas crianças crescem e por se contaminarem, tornam-se céticas à tudo, incluindo os sentimentos de compaixão.
Elvira, bom saber que está melhorando... hoje estava olhando a sua foto do avatar e pensei: essa foto é recente, pois os óculos são para proteger... talvez não sejam, talvez um charme, mas é que estava especulando a sua dificuldade.
Bom fim de semana!
Beijus,

AC disse...

Histórias que o tempo não desfaz...
Bem narrado, Elvira!

Beijo :)

São disse...

Fico contente em saber das suas melhoras.


Doidos varridos são aqueles que acham ser possível resolver os problemas com guerras: se assim fosse , há muitos milénios que tudo estaria resolvido.

Lembro-me da pesca de cerco e, na minha mais recente viagem a Lisboa vi pessoas quase a meio do rio à procura , penso eu, de bivalves.

Um bom domingo,, amiga.

Felipa M. disse...

Um texto lindo e triste também, fiquei com pena do velhinho...
Bjo

Fátima Pereira Stocker disse...

Elvira

ainda bem que está melhor. Esqueça lá as visitas, porque a vista faz muita falta.

Este seu texto está muito bonito. Lá para o meio da conversa com o ti João, fui-me lembrando de um belos versos de Herberto Hélder ("A identidade dos contrários):

"Meu bom senso é diária loucura
para um mundo em vigília..."

É um pouco isso: sensatos poderão ser os loucos.

Beijos

Lilá(s) disse...

Um lindo texto, muito bem narrado como é hábito, deixou-me algo triste...
Bjs

Vitor Chuva disse...

Olá, Elvira!

Triste a história do pai Ti João, aqui muito bem contada.Duma realidade ainda não muito distante, e que tanto sofrimento e angústia trouxe a tanta gente.E para nada!Puro desperdício de tantas vidas! Curiosa, e duma ironia sábia, a expressão por ele utilizada: de que a guerra devia ser feita pelos mais velhos, em vez dos novos...

Lindo texto!

Espero que essa saúde tenha vindo a melhora; um abraço amigo.

Vitor

Emília Pinto e Hermínia Lopes disse...

Gostei de ler este teu texto, Elvira. Recordei uma época triste para muita gente. O meu irmão esteve na Guiné e o meu marido também. Vieram salvos e bem, mas muitos ficaram lá. Tristes as guerras que, infelizmente, continuam um pouco por todo o mundo. Quanto ao Ti João, estava louco sim, mas de dor. Perder um filho é a coisa mais terrivel que há, mas na guerra,de certeza que o sofrimento será muito maior. Cá estarei, como sempre, a seguir as tuas belas histórias que, me parece, são muito reais. Um beijinho, amiga e desejo-te uma bela semana
Emília

Andre Mansim disse...

Linda história Elvirinha! Linda no contar e nos fatos... Você sabe das coisas!

Parabens!

Mariangela disse...

Oi Elvira, o que seria de nós se não fossem as boas lembranças que temos dos tempos que não voltam mais, e que enche o nosso peito de saudades!
Lindo!
Mariangela

luís rodrigues coelho Coelho disse...

A melhoras desses olhos e o que muito lhe desejo
Com conseguiu por-me a ouvir o pessoal aqui da aldeia no regresso a casa e fiquei no fresco da noite ouvindo-os e recordando-os...

LUZ disse...

Olá, estimada Elvira!

Mais um conto, daqueles que gosta de nos narrar/contar e muito bem, o faz.
Realidade ou fição?

Parece realidade. A conversa, o diálogo, está muito bem feito e natural.

Não devemos viver de lembranças, dizem os analistas da alma, mas recordar é viver, sempre ouvi dizer.

Ainda bem, que já está melhor. Deus é pai.

Beijinhos para todos.

FireHead disse...

O facto de possuírmos memória é uma coisa fantástica. Permite-nos sempre reviver os momentos passados, concedendo-nos sempre inúmeras vezes a mesma possibilidade. Apesar da minha idade, também me vejo muitas vezes preso ao passado, porque há sempre uma ou outra aresta que ficou por limar, uma ou outra ponta solta que ficou à mostra... no entanto, o que já não dá para ser resolvido, por resolver ficou. Como diz o meu velho, isto é uma passagem e o que não tem remédio, remediado está. :)

Beijinhos.

Lúcia Bezerra de Paiva disse...

Gosto dessas narrativas, são tristes mas tão verdadeira. Fico a imaginar as paisagens e os personagens.Tudo tão rico em detalhes. É como um filme, que passa à nossa frente.

Um bom final de semana, com o meu abraço.