Faz hoje precisamente 4 anos que o Sexta nasceu. Quatro anos em que sempre contei com a vossa companhia e a vossa amizade. Convosco contei nos momentos felizes e nos mais dolorosos que infelizmente não foram poucos especialmente nos últimos dois anos. Não tenho andado muito por aqui, mas recordo com carinho cada um de vós, e espero que em breve possa retomar o vosso convívio. Afinal o diabo não há-de estar sempre atrás da porta, como se costuma dizer.
Para todos aqueles que continuam por aqui, e àqueles que por um motivo ou outro abandonaram este mundo virtual, mas que me acompanharam durante largo tempo, um enorme obrigada.
Posto isto vamos festejar?
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29.4.11
25.4.11
25 DE ABRIL - DIA DA LIBERDADE
Há 37 anos atrás o 25 de Abril e a revolução dos cravos aconteceu na minha vida quando eu era uma jovem cheia de sonhos. Em África onde me encontrava a acompanhar o marido que era militar, eu sonhava com a Liberdade com o fim da guerra e sobretudo com uma vida melhor e mais igualitária para todos. Nasci numa família muito pobre, numa barraca sem água e sem luz, não pude estudar, aos 11 anos fui trabalhar. Fazia recados, tocava o gado na nora da quinta para a rega, e carregava padiolas de estrume que chegavam em fragatas para adubar as terras. Mais tarde aos 14 anos fui trabalhar para a Seca do bacalhau. Como quase toda a gente que vive assim, o meu maior sonho na altura era viver numa casa de pedra, com água e luz. Quando casei concretizei alguns desses sonhos, e quando aconteceu o 25 de Abril pensei que a vida dos portugueses ia enfim tomar um rumo. Com a Liberdade não íamos mais olhar o nosso vizinho com desconfiança cada vez que desabafávamos sobre a vida que tínhamos, já que até aí muitos iam presos um ou dois dias depois de certos desabafos. Mas pensei também que com o fim das guerras coloniais, a vida dos jovens portugueses ia melhorar muito. Iamos enfim ter um País mais justo. Passaram 37 anos, e meus pais que toda a vida trabalharam duramente, só não morreram na miséria num qualquer canto porque enfim os filhos ajudaram e muito.Minha mãe por exemplo, acamada por causa de trombose, completamente dependente para tudo recebia 315€ para um lar de 800€ fora medicamentos e fraldas. Não é difícil adivinhar o fim daqueles que não tenham filhos ou que tendo-os também devido a desemprego ou doença não possam ajudar. Somos um País cada vez mais idoso, e as esperanças do 25 de Abril nos darem uma vida mais digna já se esbateram há muito. Resta-me já pouca vontade de festejar a data. A vida sem Liberdade não faz sentido é verdade. Mas a Liberdade sem pão faz?
21.4.11
PÁSCOA FELIZ
Coloque uma linda página inicial no seu Internet Explorer!!!
UMA SANTA E FELIZ PÁSCOA A QUEM POR AQUI PASSAR
5.4.11
PARABÉNS AMOR.
Bendito seja o sol, por dar luz ao dia.
Benditas as flores pela sua beleza.
Bendito o sorriso no rosto da criança,
Pela sua inocência
Pela sua alegria.
Bendita a água da fonte,
Por saciar a nossa sede.
Benditas sejam as árvores que nos dão sombra
E purificam o ar que respiramos.
Benditas sejam a lua e as estrelas
Que dão luz à noite
E iluminam os nossos sonhos.
Benditos sejam o céu, a terra e o mar
Que possibilitam a nossa vida
Bendito seja o olhar dos apaixonados
Pelo amor que irradiam.
E bendito seja o dia de hoje
Pelo teu aniversário.
27.3.11
21.3.11
HOJE É PRIMAVERA E DIA MUNDIAL DE POESIA
Porque hoje começa a Primavera, mas é também o dia Mundial de poesia, não podia deixar de colocar aqui poemas alusivos ao dia. Hesitei na escolha dos poetas. Portugal está cheio de excelentes poetas. Acabei por escolher estes dois. Curiosamente ostentam os dois o mesmo nome inicial. Luís Ferreira, um poeta do Barreiro, a minha terra, que talvez alguns dos que me visitam já conheçam daqui. Luís Filipe Maçarico, um poeta excelente que me dá a honra de me chamar amiga, e que podem conhecer melhor no seu blogue aqui.
PRIMAVERA
E numa tarde de Sol
Contemplo-te. Talvez a Primavera
Tenha chegado ao teu olhar
Entras na luz com um sorriso
O corpo quase mar. Amor.
Luís Filipe Maçarico
AS PALAVRAS DOS POETAS
As palavras dos poetas,
Descrevem sonhos adormecidos,
Envoltos em mistérios,
Histórias de encantar, amores perdidos,
Que alimentam a alma.
Palavras sofridas, cegas com o sentimento,
Melodias de mil cores, num arco-íris da vida
Que marcam o momento...
Olhar a rosa a florir
Ver a estrela que brilha, no crepúsculo da aurora
A água da fonte que brota da rocha
A caneta que desliza, escrevendo...
O sentimento de quem namora.
As palavras dos poetas,
Letra a letra, soltas no ar...
Num sonho que flutua no espírito do ser
Num perfume de quem sabe amar...
Textos que originam canções inspiradas ...
Que iluminam gerações...
De Camões a Bocage, de Florbela a Pessoa
São as palavras dos poetas que
Nos fazem viajar para além das emoções
E alimentam o sonho... de quem quer sonhar!
Luís Ferreira
UMA BOA SEMANA PARA TODOS OS QUE POR AQUI PASSAREM
PRIMAVERA
E numa tarde de Sol
Contemplo-te. Talvez a Primavera
Tenha chegado ao teu olhar
Entras na luz com um sorriso
O corpo quase mar. Amor.
Luís Filipe Maçarico
AS PALAVRAS DOS POETAS
As palavras dos poetas,
Descrevem sonhos adormecidos,
Envoltos em mistérios,
Histórias de encantar, amores perdidos,
Que alimentam a alma.
Palavras sofridas, cegas com o sentimento,
Melodias de mil cores, num arco-íris da vida
Que marcam o momento...
Olhar a rosa a florir
Ver a estrela que brilha, no crepúsculo da aurora
A água da fonte que brota da rocha
A caneta que desliza, escrevendo...
O sentimento de quem namora.
As palavras dos poetas,
Letra a letra, soltas no ar...
Num sonho que flutua no espírito do ser
Num perfume de quem sabe amar...
Textos que originam canções inspiradas ...
Que iluminam gerações...
De Camões a Bocage, de Florbela a Pessoa
São as palavras dos poetas que
Nos fazem viajar para além das emoções
E alimentam o sonho... de quem quer sonhar!
Luís Ferreira
UMA BOA SEMANA PARA TODOS OS QUE POR AQUI PASSAREM
8.3.11
17.2.11
RECORDANDO
Video feito com imagens minhas, tiradas no inicio da semana. Para quem tem acompanhado a história do Manuel, estes são os lugares referenciados na história.
14.2.11
EM DIA DE S. VALENTIM
POEMA DO NOSSO AMOR NASCIDO
Ainda me recordo do tempo de solidão
quando na estação do meu desejo
embarquei ao encontro de ti.
Era Primavera?Não. Era ainda Inverno
mas o tempo não contava. Era um montão
de horas encerradas
na penitenciária do passado.
E foi justamente nessa altura
que te encontrei.
Trazias a noite agonizante
em teus cabelos,
enquanto nos teus olhos dourados
raiava a aurora.
Nunca te tinha visto e no entanto
soube logo que eras tu. No teu sorriso
- branco malmequer que desfolhaste,
me perdi. Com a força do desespero
que agoniza em silêncio,
o nosso amor nasceu. Depois...
bem, depois, não estava previsto
-mas aconteceu... a maçã do saber
adormeceu em nós.
A cidade, o rio, as gentes,
a vida e até a própria morte
deixaram de nos importar.
Há alguma coisa mais importante que
um homem e uma mulher que se amam?...
Lembras-te? Era o tempo dos beijos
a saber a pôr-do-sol,
das madrugadas amanhecendo
nos sorrisos sem palavras.
O tempo em que os nossos corpos
prenhes de Amor cavalgavam
pelas montanhas da Ilusão.
Em dia de S. Valentim, não me ocorre nada melhor do que este poema escrito para o meu marido, nos idos anos 70. Embora tenha escrito outros tendo-o por musa inspiradora, nenhum como este descreve tão bem o sentimento que nos uniu, tão forte que permanece até hoje nos nossos corações.
Feliz dia de S. Valentim.
Ainda me recordo do tempo de solidão
quando na estação do meu desejo
embarquei ao encontro de ti.
Era Primavera?Não. Era ainda Inverno
mas o tempo não contava. Era um montão
de horas encerradas
na penitenciária do passado.
E foi justamente nessa altura
que te encontrei.
Trazias a noite agonizante
em teus cabelos,
enquanto nos teus olhos dourados
raiava a aurora.
Nunca te tinha visto e no entanto
soube logo que eras tu. No teu sorriso
- branco malmequer que desfolhaste,
me perdi. Com a força do desespero
que agoniza em silêncio,
o nosso amor nasceu. Depois...
bem, depois, não estava previsto
-mas aconteceu... a maçã do saber
adormeceu em nós.
A cidade, o rio, as gentes,
a vida e até a própria morte
deixaram de nos importar.
Há alguma coisa mais importante que
um homem e uma mulher que se amam?...
Lembras-te? Era o tempo dos beijos
a saber a pôr-do-sol,
das madrugadas amanhecendo
nos sorrisos sem palavras.
O tempo em que os nossos corpos
prenhes de Amor cavalgavam
pelas montanhas da Ilusão.
Em dia de S. Valentim, não me ocorre nada melhor do que este poema escrito para o meu marido, nos idos anos 70. Embora tenha escrito outros tendo-o por musa inspiradora, nenhum como este descreve tão bem o sentimento que nos uniu, tão forte que permanece até hoje nos nossos corações.
Feliz dia de S. Valentim.
5.2.11
DESCANSE EM PAZ MÃEZINHA
Para nós resta a dor de uma saudade enorme.
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