14.2.11

EM DIA DE S. VALENTIM

POEMA DO NOSSO AMOR NASCIDO

Ainda me recordo do tempo de solidão
quando na estação do meu desejo
embarquei ao encontro de ti.
Era Primavera?Não. Era ainda Inverno
mas o tempo não contava. Era um montão
de horas encerradas
na penitenciária do passado.
E foi justamente nessa altura
que te encontrei.
Trazias a noite agonizante
em teus cabelos,
enquanto nos teus olhos dourados
raiava a aurora.
Nunca te tinha visto e no entanto
soube logo que eras tu. No teu sorriso
- branco malmequer que desfolhaste,
me perdi. Com a força do desespero
que agoniza em silêncio,
o nosso amor nasceu. Depois...
bem, depois, não estava previsto
-mas aconteceu... a maçã do saber
adormeceu em nós.
A cidade, o rio, as gentes,
a vida e até a própria morte
deixaram de nos importar.
Há alguma coisa mais importante que
um homem e uma mulher que se amam?...
Lembras-te? Era o tempo dos beijos
a saber a pôr-do-sol,
das madrugadas amanhecendo
nos sorrisos sem palavras.
O tempo em que os nossos corpos
prenhes de Amor cavalgavam
pelas montanhas da Ilusão.


Em dia de S. Valentim, não me ocorre nada melhor do que este poema escrito para o meu marido, nos idos anos 70. Embora tenha escrito outros tendo-o por musa inspiradora, nenhum como este descreve tão bem o sentimento que nos uniu, tão forte que permanece até hoje nos nossos corações.
Feliz dia de S. Valentim.

4 comentários:

Ana Martins disse...

Feliz dia Elvira, o poema é muito bonito!

Beijinho,
Ana Martins

Odele Souza disse...

Imagino o sentimento que te invade o coração ao reler este poema escrito ha tanto tempo. Que bonito!

Um forte e carinhoso abraço pra ti.

Isa disse...

Elvira,lindo Poema.
Como o seu coração deve estar feliz!
Que ternura.
Beijo.
isa.

Cata- Vento disse...

Um poema como tu tão bem sabes fazer. Um hino ao amor, ao vosso amor, tão bonito e tão forte que vos mantém unidos há quatro décadas.

Bem-hajas, amiga!

Que perdure por muitos, muitos anos este sentimento que vos traz unidos.

Mil beijinhos