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22.8.22

OS CAMINHOS DO DESTINO - PARTE XVIII

 




Tinha o corpo dorido, das voltas que dera na cama, atormentada pela descoberta da tarde anterior. Tomou um duche rápido, que a revigorou um pouco, secou a farta cabeleira, que entrançou como fazia habitualmente desde que saíra do hospital. Vestiu umas calças justas de ganga preta e uma blusa creme sem mangas, escolheu umas sandálias de meio salto, confortáveis para quem está calçada o dia inteiro, e para correr, nas brincadeiras com Matilde.

 Não usava maquilhagem. Apenas um creme de proteção solar e nada mais. Eram sete e meia, tinha o tempo exato para fazer o pequeno-almoço, duas torradas e um copo de leite quente, comer e apanhar o autocarro para chegar ao emprego, antes das nove. Era a sua rotina desde há três semanas.

Aquele era o último dia de Junho, o Verão fazia-se sentir em todo o seu esplendor.
 A garota acordava cedo, por norma quando ela e Berta chegavam, já andava correndo pela casa, e às vezes até já encontravam o pai, a dar-lhe a papa de cereais. Mal elas chegavam, ele ia para o escritório, e havia dias, quando Berta chegava uns minutos antes, que ela só o via à noite.

Naquele dia porém, Berta ainda não tinha chegado, ele preparava-se para fazer a papa de cereais, e parecia, aborrecido.
-Bom dia, -saudou
- Bom dia, - respondeu ele. - Ainda bem que chegou. A Berta tinha-me avisado que hoje não podia vir trabalhar e eu esqueci completamente. Consegue desenvencilhar-se sozinha? Terá que cozinhar para as duas, eu almoço por lá, perto da agência.
- Não se preocupe. Não serei tão boa cozinheira como a Berta, mas não morreremos de fome. E não precisa almoçar fora, tanto mais que a Matilde está habituada a vê-lo ao almoço.
- Faria isso? – Perguntou cravando nelas os seus olhos cinzentos.
- Sem problemas, - respondeu sorrindo
- Então deixo-as sós, tenho imenso trabalho.

Inclinou-se para beijar a filha, e saiu.

Beatriz acabou de preparar a papa para a menina, pôs-lhe o babete, deu-lhe a colher e sentou-se a seu lado, incentivando-a a comer, ao mesmo tempo que lhe contava uma história. Há quinze dias atrás, era preciso dar-lhe a papa. Ia fazer três anos, era uma boa idade para aprender a comer sozinha. Pelo menos a papa e as sopas. Em breve aprenderia as outras coisas.
Depois da papa, lavou-a e vestiu-a e deu-lhe um livro de colorir e os lápis de cores. Matilde adorava pintar e ela ficava livre para arrumar o quarto e ver o que havia no frigorífico que pudesse utilizar para o almoço.

21.8.22

DOMINGO COM HUMOR


 

Num pedido de divórcio, o juiz pergunta à requerente:
- A senhora tem a certeza do que está a pedir? A senhora quer 
  o divórcio por COMPATIBILIDADE de feitios? Não será o contrário? 

A senhora responde: 
- Não Senhor Juiz! É mesmo por COMPATIBILIDADE. 
   -Eu gosto de cinema, o meu marido também! 
   -Eu gosto de ir à praia, ele também! 
   -Eu gosto de ir ao teatro, ele também! 
   -Eu gosto de homens e ele… também!


                                                  ****************


O repórter, todo curioso, pergunta a mulher:
- Mas, vocês nunca discutiram mesmo?
- Não, responde a mulher
- E como é que isso aconteceu?
- Bem, quando casámos o meu marido tinha uma égua de estimação. Era a criatura que ele mais amava na vida. No dia do casamento, fomos para a nossa lua-de-mel na carroça puxada pela égua. Andámos alguns metros e a égua coitada, tropeçou. O meu marido olhou bem firme para ela e disse:
- Um.
Mais alguns metros e a égua tropeçou de novo. O meu marido encarou a égua e disse:
- Dois.
Na terceira vez que ela tropeçou, ele sacou da espingarda e deu uns cinco tiros na bichinha. Eu fiquei apavorada e perguntei:
- Mas porque é que tu fizeste uma coisa dessas, homem?
O meu marido olhou para mim e disse:
- Um.


                                                              *******************


Quatro homens casados foram pescar.
O primeiro homem disse:
- Você não faz ideia do que eu tive que fazer para poder vir pescar... Eu tive que prometer à minha mulher que eu pintaria a casa inteira no próximo fim de semana.
O segundo homem disse:
- Isso não é nada! Eu prometi à minha mulher que eu construiria uma piscina no fundo de casa.
O terceiro homem disse:
- Credo! Está muito fácil para vocês! Eu tive que prometer que iria remodelar a cozinha para ela.
Eles continuaram a pescar, até que perceberam que o quarto homem não tinha falado nada.
Então, eles decidiram perguntar o que ele fez para ser possível ir à pescaria.
- O que foi que você prometeu à sua mulher?
E o quarto homem:
- Eu coloquei o meu relógio para despertar às 5:30h da manhã.. Quando o relógio tocou, eu dei um toque na minha mulher e perguntei:
"Pescaria ou Sexo?"
E ela me respondeu:
"Leva um agasalho..."



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Um individuo faz o check-in num hotel na Austrália.
Havia um computador no quarto, por isso pensou enviar um e-mail à mulher.
Contudo, ao escrever o endereço engana-se, e sem que desse pelo erro, envia o e-mail.
Algures em Houston, uma viúva chega do funeral do marido.
A viúva decide ir à sua caixa de correio eletrónico na expectativa de encontrar mensagens de familiares e amigos.
Após ler a primeira mensagem, ela desmaia. O filho entra no quarto a correr, encontra a mãe no chão, e repara no ecrã do computador que diz:
Para: Minha querida esposa
Assunto: Já cheguei
Data: 3 Junho, 2005
Sei que estás admirada por receberes notícias minhas, eles agora tem cá computadores, e permitem que se envie e-mails aos nossos entre queridos.
Acabei de chegar e já me fizeram o check-in. Estou a ver que já preparam tudo a contar com a tua chegada amanhã.
Sem mais de momento fico, na expectativa de te ver amanhã!
Espero que a tua viagem seja tão sossegada quanto a minha.

P.S Está um calor abrasador cá em baixo!



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Quatro pacientes estão reunidos.
O terapeuta pede que todos se apresentem, digam qual é sua atividade e que comentem porque a exercem.

O primeiro diz: Chamo-me Francisco, sou médico porque me agrada tratar da saúde e cuidar das pessoas.

O segundo apresenta-se:
Chamo-me Ângelo. Sou arquiteto porque me preocupa a qualidade de vida das  pessoas e como vivem.

A terceira diz:
Chamo-me Maria e sou lésbica. Sou lésbica porque adoro mamas e rabos femininos e fico louca só de pensar em fazer sexo com mulheres.

Faz-se um silêncio...

Então o Alentejano diz:

Eu cá sou o Manel Jaquim e até há pouco achava que era pedreiro, mas... acabo de descobrir que afinal sou mas é lésbica.

20.8.22

PORQUE HOJE É SÁBADO




HAUSER - Pie Jesu



Gente eu não sei que se passa com o blogger.
 Estou voltando aos poucos, meia hora de três em três horas por indicação médica. Pois ontem  tentei visitar-vos, mas na maioria dos blogues visitados não consegui comentar ou só consegui fazê-lo à 3ª ou 4ª vez. O que quer dizer que não cheguei nem a metade da minha lista. Espero que hoje esteja melhor.

Bom fim de semana

19.8.22

OS CAMINHOS DO DESTINO - PARTE XVII

 



Já tinha dado o lanche a Matilde, e dedicavam-se a uns jogos didáticos, quando o telemóvel tocou. Era César, avisando que tinha surgido um imprevisto, ia chegar mais tarde, se ela podia ficar com a filha. Claro que sim, isso estava no contrato, mas ainda que não estivesse, não deixaria a criança sozinha.

Mais tarde, deu banho à menina, deu-lhe o jantar, e quando viu que ela estava com sono, deitou-a. Contou-lhe uma estória, mas ela caiu no sono logo às primeiras palavras. Aconchegou-lhe a roupa, deu-lhe um beijo, e saiu.
Foi à cozinha, e preparou uma refeição leve pois já passava muito da sua hora de jantar, e o estômago começava a mostrar-se impaciente.

Tinha acabado de comer quando César chegou. Desculpou-se pela hora, agradeceu-lhe o ter ficado e convidou-a a repartir o jantar que Berta deixara para ele. Ela disse que acabara de comer duas torradas e um chá e que não queria mais nada. Informou que a menina tinha adormecido há quarenta   minutos, pegou na mala e no casaco para sair, mas César disse-lhe que acabara de chamar um táxi, era melhor esperar um pouco.

-Aproveito para lhe dar os parabéns pelo trabalho que está fazendo com a minha filha. Ela está entusiasmada consigo e está diferente, mais alegre, e mais interessada.
- É uma menina muito inteligente, aprende com grande facilidade e é muito meiga. Não custa nada cuidar dela. No entanto penso que lhe falta a convivência com outras crianças. Gostaria de levá-la a passear ao parque público.
- Sei que tem no jardim, um baloiço e um escorrega, mas faltam-lhe outras crianças da idade dela.
- Mas aqui perto não há nenhum.
- Eu sei. Mas há transportes. As crianças nestas idades, entusiasmam-se com os transportes. O senhor é o pai, é quem decide, mas as crianças não devem ser criadas como flores de estufa, que morrem quando saem para o ar livre.
César olhava-a fixamente, e ela incapaz de decifrar aquele olhar, sentiu-se incomodada.
O táxi chegou nesse momento, e ela aproveitou para se despedir.




17.8.22

OS CAMINHOS DO DESTINO - PARTE XVI

 



Três semanas depois, Beatriz ganhara a confiança e o carinho da menina, e cada dia estavam mais unidas. Também ganhara a confiança de Berta, que a tratava com simpatia e amabilidade. Ao contrário do que pensara, quando soube que Berta estava há mais de trinta anos ao serviço da família, esta não vivia lá em casa. Era casada, tinha filhos e netos. Entrava todos os dias às nove horas e saía a meio da tarde, deixando já o jantar pronto. Às sextas-feiras, vinham duas empregadas de uma empresa de limpezas, que faziam uma limpeza geral à casa. 

Durante o tempo que Matilde fazia a sesta, Beatriz entretinha-se cuidando de pequenas coisas da casa, como se fosse a sua casa. Não que tivesse que o fazer, mas porque não gostava de estar parada, e cuidar de uma casa fora coisa que sempre fizera desde que casara. Também decidira diversificar a ementa. Para isso perguntara à cozinheira, quem decidia as refeições. Ela informara que quando a senhora era viva, decidia todos os dias o que seriam as refeições. Depois que morrera, o “menino” não se preocupava com isso e ela cozinhava dentro daquilo que sabia que ele gostava.
Beatriz aproveitou para saber do que morrera a senhora e ficou pálida quando Berta lhe contou que fora num acidente.

Sentiu um baque no peito. No dia da entrevista, César dissera que a mulher morrera havia pouco tempo. No acidente em que estivera envolvida, o ocupante do outro carro era uma mulher, e morrera, deixando órfã, um criança de poucos anos.  Não podia ser. O destino não ia ser tão cruel com ela, que a colocasse exatamente na casa da mulher a quem causaram a morte.

Não podia ficar naquela dúvida. Tinha que saber. Apavorada perguntou, quando e onde fora o acidente. E a resposta foi exatamente aquela que o seu coração já adivinhara. Sem se poder conter, deixou que as lágrimas deslizassem pela face pálida.
Berta ficou aflita. Não entendia a reação da jovem, por uma pessoa que nem conhecera. Sabia que havia gente muito sensível, e Beatriz devia ser uma dessas pessoas de extrema sensibilidade. Apressou-se a fazer-lhe um chá de tília, que ela bebeu tentando acalmar-se.

-Bia, - chamou Matilde que entretanto acordara.
Levantou-se rapidamente, passou o lenço pelos olhos e dirigiu-se ao quarto da menina. Agora sentia-se ainda mais responsável por ela.

16.8.22

PARABÉNS PARA NÓS



 
                                                                         16/8/1969  = 53 anos


Por favor festejem connosco






15.8.22

FESTAS DE NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO NO BARREIRO DE 12 A 21 DE AGOSTO

 Realiza-se hoje a Procissão da Nossa Senhora do Rosário - Barreiro




Igreja Nossa Senhora do Rosário - Barreiro 

 Nos séculos XV/XVI existia uma pequena ermida dedicada a S. Roque, onde hoje se situa a igreja de Nossa Senhora do Rosário. Em data indeterminada a Confraria de S. Roque terá cedido a ermida à Irmandade de S. Pedro, constituída por marítimos e pescadores da Vila do Barreiro, a qual se encontra ali desde 1629.


A partir de 1736, tem início a romaria à Senhora do Rosário, imagem venerada na velha ermida, transformando-se a partir dessa época num dos principais Círios da Margem Sul, à semelhança dos Círios da Atalaia (Montijo) e da Senhora do Cabo (Cabo Espichel). A Igreja começa a ganhar a atual designação.

No final do séc. XVIII, a devoção à Senhora do Rosário atingira tal fama, que a velha ermida de S. Roque era já pequena para acolher todos os romeiros, em busca dos seus milagres. D. Maria I emitiu então um alvará régio autorizando os membros da Confraria dos Escravos de Nª Sª do Rosário, então instalada na igreja, para ampliarem a pequena ermida.
Atualmente é uma igreja de corpo retangular, com uma fachada de linhas severas, onde sobressaem dois torreões, um dos quais (Norte) ostenta um carrilhão.

No seu interior, destaca-se o altar-mor em talha dourada, com uma imagem de roca da Senhora do Rosário. A sacristia está revestida com um silhar de azulejos do período final do Barroco. Referência ainda para o Lavatório em pedra lioz, ricamente lavrada, também deste período.
A igreja possui um notável conjunto de Ex-votos marítimos, testemunhos da arte e religiosidade popular que caracterizou o Barreiro neste período.

Localiza-se no Largo Bento de Jesus Caraça.



foto de um momento da procissão de antes da pandemia

14.8.22

DOMINGO COM HUMOR


 Um rapaz de 15 anos chega a casa num Porsche e os pais gritam:

– Onde conseguiste isso?
Calmamente ele responde:
– Acabei de o comprar.
– Com que dinheiro? Nós sabemos quanto custa um Porsche.
– Bem este custou-me 15 Euros.
– Quem venderia um carro destes por 15 euros????
– A senhora ali em cima da rua. Ela viu-me passar de bicicleta e perguntou-me se eu queria comprar o Porsche por 15 euros.
– Santo Deus – exclamou a mãe, deve abusar das crianças. João vai já lá cima ver o que se passa…
O pai foi a casa da senhora enquanto ela plantava calmamente petúnias no jardim apresentou-se como sendo o pai do rapaz a quem ela tinha vendido o Porsche e perguntou-lhe por que tinha feito aquilo.

Bem – disse ela – Hoje de manhã o meu marido ligou pensei que estava numa viagem de negócios, mas não. Fugiu e foi de férias com a secretária para o Havai e pediu-me que lhe vendesse o Porsche e lhe mandasse o dinheiro, e eu vendi.


                                                   *****************


Um casal de idosos vai ao médico. Ao terminar o exame, o médico pergunta ao velhinho:
“A sua saúde parece óptima. O senhor tem alguma pergunta, ou existe alguma coisa  que o preocupa?”
“Na verdade, existe“, diz ele. “Depois de fazer amor com a minha esposa, em geral sinto muito calor depois da primeira e, depois da segunda, sinto muito frio senhor doutor!”
O médico diz que nunca ouviu falar disso e vai pesquisar.
Em seguida, o médico examina a velhinha, e diz: “Tudo está muito bem com a senhora. Existe alguma coisa que a incomoda?”
A senhora diz que não tem nenhuma pergunta ou preocupação.
O médico Então diz a ela: “O seu esposo diz ter um problema um pouco estranho. Ele disse que sente muito calor depois de fazer amor a primeira vez, e que sente muito frio depois da segunda. A Sra. tem ideia do porquê?”
“Oh, aquele velho maluco!” diz ela. “É porque a primeira é em Julho, e a segunda, em Dezembro!”


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O professor pede aos alunos para darem exemplos de coisas excitantes:
– O café! – responde a Maria
– Muito bem – diz o professor
– O álcool! – responde o António
– Muito bem – diz o professor
– Uma mulher nua! – responde o Joãozinho.
O professor, num tom de voz severo:
– Diz ao teu pai para vir falar comigo amanhã, tenho duas palavrinhas para lhe dizer…
No dia seguinte o professor repara que o Joãozinho está sentado na última fila.
Ele pergunta:
– Joãozinho, deste o recado ao teu pai?
– Sim, professor
– O que é que ele disse?
– Ele disse-me: “se o teu professor não fica excitado com uma mulher nua é porque é Gay! Fica longe dele, meu filho.”


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Um homem chega num hotel com a sua amante.. Quando estaciona reconhece o carro do sogro ao lado do seu.
Revoltado com a traição do sogro, ele riscou o carro e roubou o rádio.
No dia seguinte o casal foi jantar a casa dos sogros. Quando lá chegaram o homem reparou que o sogro estava de mau humor.
-O que aconteceu meu sogro? Parece aborrecido - disse com cinismo
-E não é para estar? -  responde o sogro. Ontem emprestei o carro à tua mulher para ir à igreja, e não só me riscaram o carro todo, como ainda me  roubaram o rádio


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Dois grandes amigos conversam:
– Olha, rapaz… A minha mulher é uma tremenda mentirosa.
– A Gabriela? – Surpreende-se o amigo – Então, o que aconteceu? Porque estás a dizer isso?
– Ah, ontem não dormiu em casa e inventou que passou a noite com a irmã.
– E não passou?
– Claro que não! Quem passou a noite com a irmã dela fui eu!