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28.5.17

JOGO PERIGOSO- PARTE VIII






Quando David regressou depois de almoço, já encontrou a jovem na sua secretária. Trabalharam toda a tarde, com a jovem a mostrar o balanço dos últimos meses, as notas de encomendas, e tudo o que David quis ver e saber sobre o funcionamento da empresa. No fim, ele perguntou:
-Há quantos anos, a Daniela está à frente da empresa?
- Oficialmente desde há seis anos, mas na verdade, desde que meu pai adoeceu há oito anos que tomei conta da gerência da empresa. Porquê?
- Curiosidade. Na verdade, o Daniel nunca me disse que tinha uma irmã, até ao momento que me propôs a compra da sua parte na fábrica. Penso que tem feito um bom trabalho. Devemos estudar as possibilidades de aumentar a produção, a fábrica é ampla, está subaproveitada. Vejo que não está em condições de comportar a compra de uma nova máquina, neste momento. Eu posso comprar uma, ou até duas, em troca de digamos dez por cento da sua parte.
Ela fulminou-o com o olhar.
- Sem discussão. Continuamos como estamos. Se quer os tecidos, para as suas coleções feitos aqui, e as encomendas que temos em carteira, não o permitem, o interesse nas novas máquinas é seu. Logo se comprar as máquinas, elas trabalharão em exclusivo para as suas coleções, e essa será a contrapartida. Pagará os empregados, que nelas trabalhem. Terá parte da fábrica a trabalhar para si, sem pagar instalações. É a minha contra proposta.
- Como assim? Mas não somos sócios em partes iguais?
- Sim. Da fábrica como está, e de tudo o que ela produzir. Se vai investir em máquinas e eu não vou participar, é justo que essa parte seja de sua inteira responsabilidade.
Ele franziu a testa. Aquela mulher, tinha uma vontade férrea e sabia bem o que queria.
-Bom, vou pensar no assunto, logo que tenha contactado a fábrica, saiba quanto custa cada máquina e quanto produzem. Na altura certa voltaremos ao assunto. Entretanto, ficará tudo como está, em tudo até na gerência, pois estou certo de que o faz com muito acerto. Passarei por cá quando me for possível, ou quando precise de algo que requeira a minha assinatura. Deixo-lhe o meu número pessoal, ligue-me quando precisar.