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28.3.22

ARMADILHAS DO DESTINO - PARTE XXIX




- Vamos guardar as tuas coisas? - perguntou Nuno estacionando o carro uma hora mais tarde frente a um moderno edifício. 
Pegou na maleta, entraram no átrio e subiram no elevador, até ao primeiro piso. Nuno abriu a porta, e deu passagem à jovem fechando a porta atrás de si.
Encostou a mala à parede, e pegando-lhe na mão, disse:
- Vem conhecer a casa. Aqui temos a sala, é aqui que passo algum do meu tempo livre, ouvindo música ou vendo televisão.  Ali ao canto é a zona de refeições não tenho uma divisão específica para elas, como nunca recebo visitas, acabo sempre por comer na cozinha.
Voltaram ao vestíbulo onde ele apanhou a mala dela e abriu a porta em frente  mostrando um quarto, onde a enorme cama de casal se destacava..
-Aqui é o quarto principal, - disse pousando a mala dela  ao lado da cama - É o único com casa de banho integrada.   Mandei fazer-lhe  algumas adaptações na cabine do duche, para me facilitarem a vida. Agora vem conhecer o resto da casa. No vestíbulo abriu outra porta.
- Aqui, é o escritório e biblioteca. É aqui que tenho os meus livros de medicina, que leio ou estudo, e que comunico com médicos de outros países, sobre as mais recentes descobertas científicas. Tenho mais duas divisões,- disse fechando a porta do escritório. Abriu outra em frente - Este como vês, é um ginásio, com os aparelhos necessários ao tipo de exercícios que preciso, - fechou a porta e abriu a seguinte, - e aqui o quarto de hóspedes  que nunca foi usado, vivo aqui há pouco tempo.  A porta ao lado é uma casa de banho, e a porta mais à frente, é o meu laboratório como verás em seguida. 
- E não tens cozinha? - perguntou Luísa espantada
- Claro que sim, -  disse ele rindo. Chamo-lhe o laboratório porque gosto de me entreter a inventar receitas, nos meus tempos livres.
Abriu a porta e Luísa entrou na cozinha, maravilhada com o seu tamanho e funcionalidade.
- A casa é toda ela muito bonita. Mas  esta cozinha então, é o sonho de qualquer mulher. A minha casa como sabes é muito antiga. Fiz obras e modernizei a cozinha, mas é pequenina como viste.
Voltou-se e ficou presa nos braços dele, que estava mesmo atrás de si. Nuno inclinou a cabeça e os seus lábios aprisionaram a boca feminina, num beijo que se queria doce, mas que a paixão transformou num beijo intenso. A sua língua invadiu a boca feminina, com a mesma paixão de outrora. Ela levantou os braços, acariciando-lhe a nuca. As mãos de Nuno passeavam pelo corpo feminino, ora acariciando-lhe os seios através do fino tecido do camiseiro, ora descendo às ancas. Os seus corpos, procuravam-se como atraídos por um íman. Por fim, Nuno largou-a e voltou-se. Luísa percebeu que tinham voltado os seus receios. Pegou-lhe na mão e disse:
- Se tens algum carinho por mim, se ainda me desejas, vamos para o quarto. Agora. Acabemos de vez com esta agonia, que nos consome. Porém se não me queres, se não me desejas, diz-me e eu vou-me embora agora mesmo.
- Se não te quero? És a única mulher que amei em toda a minha vida. Meu Deus, nunca desejei nada com tanta intensidade na minha vida, como te desejo.
-Então vem.
Entraram no quarto, entre beijos apaixonados, Nuno começou a despi-la, sempre procurando nos olhos femininos algum sinal de medo ou rejeição. Porém Luísa, não sentia medo, sabia que o homem que a acariciava era incapaz de lhe fazer mal.
Completamente nua, deitou-a na cama dizendo:
- Dá-me uns minutos, enquanto vou à casa de banho, retirar a prótese.
Recostada nas almofadas, Luísa viu-o regressar uns minutos mais tarde, apoiado nas duas canadianas, o rosto pálido, os belos olhos escrutinando o rosto feminino, temeroso do que ela pudesse estar a sentir. Ela sorriu-lhe. Um sorriso terno, amoroso, de quem acolhe alguém que ama, e lhe dá as boas-vindas. Mais confiante, ele retribuiu o sorriso.