A tensão acumulada durante aquelas duas semanas, a conversa com o pai e o irmão, a solidão dos seus quase trinta anos, tudo isso tinha fragilizado a jovem e a tinha feito chorar. Talvez fosse o seu relógio biológico que estivesse a dar sinais de envelhecimento. Ela não sabia. O que sabia é que sentia um aperto no peito e uma enorme vontade de chorar.
Ele não disse mais nada. Limitou-se a mantê-la apertada
ao peito e aguardar que ela exteriorizasse toda a dor que a acompanhara durante
tantos anos. Gradualmente os soluços foram diminuindo e finalmente cessaram.
Por fim ela levantou o rosto para ele e murmurou.
-Desculpa, não sei o que me deu. Deves estar a pensar que
sou doida.
Tentou levantar-se, mas ele segurou-a com firmeza.
- Não tenhas medo, nem vergonha dos teus sentimentos. Não
pudemos viver uma vida inteira, carregando sentimentos que nos vão destruindo
aos poucos, sejam eles desejos de vingança, frustração, ou carência afetiva.
Descobri isso há pouco tempo.
-Pensei que estavas zangado comigo. Não permitiste que me
aproximasse de ti, nem sequer para me despedir, - queixou-se.
-E isso incomodou-te? Queres dizer que eu te importo um
pouquinho?- perguntou ansioso.
Escondendo de novo o rosto no peito masculino ela
confessou com uma única palavra.
-Sim
Ele levantou-lhe o queixo, e durante uns segundos procurou ler nos olhos dela, a verdade daquela declaração. Depois a sua boca procurou a dela
que se abriu para ele como o botão de rosa se abre para o raio de sol que a
acaricia. O desejo tomou conta deles e o beijo inocente e tímido, tornou-se gradualmente mais intenso, exigente e possessivo, depois a
sua boca percorreu-lhe o pescoço, a língua acariciando o lóbulo da orelha, as
mãos infiltrando-se debaixo do top e recriando-se com o toque suave do corpo feminino, em carícias que a enlouqueciam, e a faziam soltar
suaves gemidos de prazer.
Trémula de paixão, Paula devolvia as carícias, as mãos acariciando-lhe a nuca, para descerem depois e se entregarem à tarefa de lhe desabotoar os botões da camisa, na ânsia de sentir sob as suas mãos, o calor do torso masculino. De súbito porém, ele parou e afastando-a um pouco disse com a voz enrouquecida pela paixão:
Trémula de paixão, Paula devolvia as carícias, as mãos acariciando-lhe a nuca, para descerem depois e se entregarem à tarefa de lhe desabotoar os botões da camisa, na ânsia de sentir sob as suas mãos, o calor do torso masculino. De súbito porém, ele parou e afastando-a um pouco disse com a voz enrouquecida pela paixão:
- Querida, estou louco de amor. Quero tanto fazer amor contigo, que me sinto enlouquecer de desejo. Porém se tu não o desejas, se queres parar, tem
que ser agora. Mais um pouco e não vou ser capaz de me controlar.
Como resposta, ela levantou-se, pegou-lhe na mão e disse
simplesmente:
-Vem
E de mão dada, guiou-o até ao seu quarto.
O último capitulo sairá hoje ao meio-dia.
