Duas vezes por mês Carlota tinha o dia de folga. Eram os dias para passar com o filho que continuava a ser criado pela irmã. À medida que os anos iam passando, e o garoto crescendo, tornava-se cada dia mais parecido com o pai. Essa parecença, já fora notada pelo pessoal da aldeia que vinha fazer a safra para a Seca. Tanto Carlota, quanto a irmã, Fernanda, tinham a certeza que já toda a gente sabia de quem o garoto era filho. Esta semelhança, era um espinho cravado no peito de Carlota que não conseguia olhar o filho sem reviver a violência de que fora alvo, e se culpava por não conseguir demonstrar ao filho, todo o amor que realmente sentia por ele.
Quantas vezes, levantava a mão, para fazer uma carícia ao filho, e ao olhá-lo, se lembrava do pai , e a deixava cair inerte. João foi crescendo assim, sentindo mais amor pela tia, do que pela mãe, que via esporadicamente e que não lhe demonstrava grande afeto. Ele não podia saber, o amor que a mãe sentia por ele, nem os sacrifícios que fazia para que não lhe faltasse o necessário, já que a irmã e o cunhado, tinham um ordenado de miséria e três filhos para criar. Prestes a fazer vinte e nove anos, Carlota conheceu Francisco que se apaixonou por ela e lhe propôs casamento.
Francisco era um homem alto, bem-parecido, que dizia ter um futuro estável, pois era funcionário público.
Sentindo-se tentada a mudar de vida, especialmente por causa do filho, a quem podia dar um melhor futuro se casasse, Carlota contou-lhe que tinha um filho de dez anos, e que só aceitaria casar se ele aceitasse esse facto e a autorizasse a trazer o filho para a sua companhia. Francisco aceitou, e combinado o futuro casamento, Carlota fez-se acompanhar por ele, quando na folga seguinte foi visitar o filho a casa da irmã.
Contrariamente ao que esperava, nem a irmã nem o marido se mostraram entusiasmados com o casamento. Mas ela era maior de idade, sabia o que fazer, e eles só desejavam que fosse feliz.
Quatro meses passados, Carlota e Francisco, uniam o seu destino na Igreja de Santa Cruz no Barreiro, numa cerimónia simples mas bonita.
Depois do casamento ficaram a viver no Barreiro. Carlota deixou o seu trabalho de “criada interna” em Lisboa e começou a procurar um trabalho de limpezas perto de casa. Não sabia ler nem escrever, mas sabia como ninguém tratar de uma casa, lavar, cozinhar ou engomar.
A sua casa não era grande, apenas dois quartos e uma pequena sala, mas Carlota estava feliz por ter o filho consigo. Depois,Francisco tinha prometido, que havia de perfilhar o garoto e dar-lhe o seu nome. Mas nem tudo eram rosas na sua vida.
Primeiro porque o filho queria voltar para casa da tia, sentia a falta das brincadeiras com os primos e sentia que a mãe e o “tio” lhe eram pessoas estranhas. Segundo, Carlota, não amava o marido. Estava-lhe grata, respeitava-o, mas não se entregava. Não se fazia rogada, não inventava desculpas, para evitar as relações sexuais, mas o fazia como alguém que cumpre uma obrigação, dolorosa, mas que não se pode evitar.Estou sem internet. Com visita do técnico agendada para amanhã à tarde. Pelo Smartphone tenho dificuldade em vos visitar. Peço desculpa.
Voltou a Internet. Já ando a ficar farta. O ano passado foi uma desgraça. Três vezes me mudaram o modem, Cinco vezes estiveram aqui os técnicos. Este ano é a terceira vez.
Fico sem net sem que haja avaria na zona. Telefono e sigo todas as instruções e nada. Agendam uma visita porque a box não responde, e passadas 4 ou 5 horas a net volta sem que ninguém faça nada. E lá tenho que telefonar de novo a desmarcar a visita do técnico.
