No último dia de campanha eleitoral, apetece-me falar de eleições. Não, não venho falar de partidos políticos, nem daquilo que este ou aquele candidato representa. Vivemos todos no mesmo país, sabemos bem como vivemos, e eu não vou passar atestado de burrice a ninguém, que esse é o papel dos políticos, não o meu. Venho falar-vos de que nunca em campanha alguma, eu ouvi tantos amigos e vizinhos dizerem que não vou votar. Espero que não seja o vosso caso, família e amigos. Queria só deixar aqui o mesmo que sempre digo a quem me diz que não vai votar.
A democracia não se fez só para exigirmos os nossos direitos. Ela também tem direitos, que são simultaneamente deveres. Um deles é o dever de irmos às urnas, porque só exercendo-o temos o direito de escolha, e o direito de apoiar ou reclamar de quem no futuro exerce o cargo.
Quando os militares de Abril fizeram a revolução, eles queriam essencialmente duas coisas. O fim da guerra nas colónias, e o sagrado direito de o povo se expressar e escolher quem iria representar no governo os seus direitos.
É uma falta de respeito enorme por quem lutou para nos dar esse direito a abstenção.
Se precisamos de um médico, de um advogado, de um engenheiro, escolhemos um e vamos lá falar com ele. Então se precisamos de um governo ou presidente, porque nos abstemos de ir lá?
O voto é a voz do povo. Algum de vós quer ser mudo? Eu não.
Quando os militares de Abril fizeram a revolução, eles queriam essencialmente duas coisas. O fim da guerra nas colónias, e o sagrado direito de o povo se expressar e escolher quem iria representar no governo os seus direitos.
É uma falta de respeito enorme por quem lutou para nos dar esse direito a abstenção.
Se precisamos de um médico, de um advogado, de um engenheiro, escolhemos um e vamos lá falar com ele. Então se precisamos de um governo ou presidente, porque nos abstemos de ir lá?
O voto é a voz do povo. Algum de vós quer ser mudo? Eu não.
Desejo-vos um bom fim de semana
