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19.3.23

19 de MARÇO DIA DO PAI


Porque hoje é o dia do pai, o primeiro homem da minha vida, aquele que me deu o ser, e quando se aproxima a data em que partiu, hoje não há o habitual post do domingo. Talvez se ele fosse vivo me repreenderia, pois sempre foi um homem alegre de sorriso fácil, mesmo quando a sua vida estava mais para lágrimas do que para sorrisos. "Tristeza não paga dívidas, nem mata a fome a quem a tem" costumava dizer. Os que o conheceram, não esquecem o "Manel da Lenha" e recordam-no com admiração e saudade. Sentimentos cuja grandeza ele soube granjear ao longo da vida. 

 

PAI

 

Para ti,

Que foste a semente da vida

Em mim.

Que me acolheste com Amor 

Em teus braços amorosos

Tantas vezes cansados

Mas sempre presentes

E me acompanhaste

Mais de metade da minha vida.

Que me ensinaste

A caminhar

A ler

A escrever

E me mostraste

Com teu exemplo

Como ser uma pessoa de bem.

Para ti

Meu pai, meu amigo,

Meu mentor.

Um enorme obrigado.

E se lá na dimensão

Onde te encontras

Te é dado ver o nosso plano

Aceita pai a minha gratidão

O meu amor, a minha saudade.


Elvira Carvalho



19.3.19

DIA 19 DE MARÇO, DIA DO PAI




PAI

Para ti,
Que foste a semente da vida,
em mim.
Que me acolheste com Amor 
em teus braços,
tantas vezes cansados,
mas sempre presentes.
E me acompanhaste,
mais de metade da minha vida.
Que me ensinaste,
a caminhar
a ler
e a escrever.
Que me mostraste
com teu exemplo
como ser uma pessoa de bem.
Para ti,
meu pai, meu amigo,
meu mentor,
um enorme obrigado.
E se lá na dimensão
onde te encontras,
te é dado ver o nosso plano,
aceita pai, a minha gratidão,
o meu amor, a minha saudade.


Elvira Carvalho


A todos os pais que por aqui passem desejo um dia feliz.

19.3.17

19 DE MARÇO - DIA DO PAI

Para todos os homens que sabem o que é ser pai, e cumprem a sagrada missão de o serem, tantas vezes com sacrifício, mas com todo o amor que são capazes de albergar no seu coração,  Feliz dia do Pai







19.3.13

19 DE MARÇO. DIA DO PAI



Se llamava Manuel, nació en España,
su casa era de barro, de barro e caña.
Las tierras del señor humedecían
su sudor y su llanto dia tras dia.

Introduzi a 1ª quadra dum belíssimo poema de Serrat para falar de um certo Manuel, que não nasceu em Espanha, mas cuja vida foi igualmente sofrida. Chamava-se Manuel, nasceu no interior norte deste país, que para alguns – cada vez menos - é um jardim á beira-mar. Quarto filho de uma pobre mulher que nunca conheceu marido, não conheceu escola. Começou a trabalhar ainda menino. Os filhos do patrão, ensinaram-lhe a ler e a escrever. A meninice e a juventude ficou para trás nessa pequena aldeia, no dia em que imigrou para o sul procurando melhor vida. Na margem sul do Tejo, começou a trabalhar numa seca de bacalhau. Aí conheceu a mulher com quem casou e que viria a ser a companheira de toda a vida. Sua casa não era de barro, mas era um barracão de madeira, assente em pilares de cimento á beira-rio. Era um barracão sem água nem luz, mas que o patrão lhe tinha cedido e do qual não pagava renda. Aí lhe nasceram três filhos em menos de três anos. Com autorização do patrão, rompeu ao mato um bocado de terreno para semear alguma coisa que lhe ajudasse a criar os filhos. Com as próprias mãos, abriu um poço, para regar o terreno e para ter água em casa. Trabalhava dia e noite disfarçando as lágrimas e a revolta em piadas brejeiras, e em brincadeiras carnavalescas. Adorava futebol. Lembro-me que não tínhamos rádio e que ele construiu uma engenhoca a que chamava galena, e que lhe permitia com uns auscultadores ouvir os relatos de futebol. Pegou a vida pelos cornos, apesar da sua figura franzina. Foi o claro exemplo de que os homens não se medem aos palmos. Anos mais tarde, as filhas casadas, a idade da reforma chegou com mais uma provação. A mulher, companheira de sempre, sofreu um AVC e ficou paralisada. E Manuel começou uma nova luta. Tratar da mulher e levar para a frente a casa. Teve a ajuda dos filhos, mas apesar de toda a boa vontade, eles tinham as suas vidas, as suas casas e famílias e o que faziam era só isso. Uma ajuda. Mas ele continuava alegre, sempre de sorriso nos lábios que se estendia ao seu olhar vivo e iluminava toda a sua face enrugada. Com a paixão pelo futebol, e pela vida, costumava dizer com uma certa graça que sabia que havia de partir um dia, mas que ia á força, porque de vontade a morte nunca o apanharia. No fim da vida teve ainda uma provação maior. A sua má circulação levou-o à amputação de uma perna, depois de intenso sofrimento, e por fim sentiu a mágoa de não cuidar até ao fim da companheira, paralisada e apanhada nas malhas do Alzheimer Chamava-se Manuel, nasceu em Portugal, partiu em 2009 com 92 anos, e eu tenho um enorme orgulho em ter tido a sorte de ser sua filha. E uma saudade sem fim.

NESTE DIA QUE SE CONVENCIONOU SER O DIA DO PAI, COMO SE O HOMEM QUE RECEBE A GRAÇA DE SER PAI NÃO O SEJA ATÉ AO SEU ÚLTIMO SUSPIRO, DESEJO A TODOS OS MEUS AMIGOS QUE O SÃO QUE TENHAM UM DIA MUITO FELIZ.