15.5.07

SINCERAMENTE

Pendem-me a cabeça, sonhos que ruíram.
A realidade do sonho não existe.

Ardem-me os olhos, de te chorar, mundo.
Tenho a boca seca do pó da miséria.

Estremece-me o peito, de angústias cansado;
tenho as mãos em sangue de cavar a dor.

Começo a apedrejar a verdade
que trazia clandestina
em qualquer recanto da minha ilusão.

Sinceramente não gosto da Verdade!...