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23.6.11

EM NOITE DE S. JOÃO




Foto de Catarina Osório.



Junho é o mês dos Santos Populares. Um pouco por todo o país festejam-se em animados arraiais, ao som da música e acompanhado de sardinhas assadas regadas a vinho tinto ou cerveja consoante os gostos. As festas começas a 13, na verdade a 12 de Junho com o Santo António, padroeiro de Lisboa. Continua a 23 com o S. João, Padroeiro do Porto e termina a 28 com S. Pedro, que na verdade é o dia de S. Pedro e S. Paulo o que é desconhecido da maioria das pessoas. E que se festeja desde Amora a S. Pedro do Sul, das Lages do Píco á Ribeira Grande.




Em Lisboa pelo Santo António, feriado municipal, são tradição os casamentos e as marchas. No Porto pelo S. João, também dia de feriado municipal, são tradição os martelinhos, que substituíram o alho-porro de antigamente, e sobretudo o fogo de artifício lançado da ponte D. Luís, que é sempre espectacular.

1.5.11

1º DE MAIO - DIA DO TRABALHADOR

1º de Maio de 1986 - Chicago



O retrocesso vivido nestes primórdios do século XXI remete-nos diretamente aos piores momentos dos primórdios do Modo de Produção Capitalista, quando ainda eram comuns práticas ainda mais selvagens. Não apenas se buscava a extração da mais-valia, através de baixos salários, mas até mesmo a saúde física e mental dos trabalhadores estava comprometida por jornadas que se estendiam até 17 horas diárias, prática comum nas indústrias da Europa e dos Estados Unidos no final do século XVIII e durante o século XIX. Férias, descanso semanal e aposentadoria não existiam. Para se protegerem em momentos difíceis, os trabalhadores inventavam vários tipos de organização – como as caixas de auxílio mútuo, precursoras dos primeiros sindicatos.
Com as primeiras organizações, surgiram também as campanhas e mobilizações reivindicando maiores salários e redução da jornada de trabalho. Greves, nem sempre pacíficas, explodiam por todo o mundo industrializado. Chicago, um dos principais pólos industriais norte-americanos, também era um dos grandes centros sindicais. Duas importantes organizações lideravam os trabalhadores e dirigiam as manifestações em todo o país: a AFL (Federação Americana de Trabalho) e a Knights of Labor (Cavaleiros do Trabalho). As organizações, sindicatos e associações que surgiam eram formadas principalmente por trabalhadores de tendências políticas socialistas, anarquistas e social-democratas. Em 1886, Chicago foi palco de uma intensa greve operária. À época, Chicago não era apenas o centro da máfia e do crime organizado era também o centro do anarquismo na América do Norte, com importantes jornais operários como o Arbeiter Zeitung e o Verboten, dirigidos respectivamente por August Spies e Michel Schwab.
Como já se tornou praxe, os jornais patronais chamavam os líderes operários de cafajestes, preguiçosos e canalhas que buscavam criar desordens. Uma passeata pacífica, composta de trabalhadores, desempregados e familiares silenciou momentaneamente tais críticas, embora com resultados trágicos no pequeno prazo. No alto dos edifícios e nas esquinas estava posicionada a repressão policial. A manifestação terminou com um ardente comício.
No dia 3, a greve continuava em muitos estabelecimentos. Diante da fábrica McCormick Harvester, a policia disparou contra um grupo de operários, matando seis, deixando 50 feridos e centenas presos, Spies convocou os trabalhadores para uma concentração na tarde do dia 4. O ambiente era de revolta apesar dos líderes pedirem calma.
Os oradores se revesavam; Spies, Parsons e Sam Fieldem, pediram a união e a continuidade do movimento. No final da manifestação um grupo de 180 policiais atacou os manifestantes, espancando-os e pisoteando-os. Uma bomba estourou no meio dos guardas, uns 60 foram feridos e vários morreram. Reforços chegaram e começaram a atirar em todas as direções. Centenas de pessoas de todas as idades morreram.
A repressão foi aumentando num crescendo sem fim: decretou-se “Estado de Sítio” e proibição de sair às ruas. Milhares de trabalhadores foram presos, muitas sedes de sindicatos incendiadas, criminosos e gângsters pagos pelos patrões invadiram casas de trabalhadores, espancando-os e destruindo seus pertences.
A justiça burguesa levou a julgamento os líderes do movimento, August Spies, Sam Fieldem, Oscar Neeb, Adolph Fischer, Michel Shwab, Louis Lingg e Georg Engel. O julgamento começou dia 21 de junho e desenrolou-se rapidamente. Provas e testemunhas foram inventadas. A sentença foi lida dia 9 de outubro, no qual Parsons, Engel, Fischer, Lingg, Spies foram condenados à morte na forca; Fieldem e Schwab, à prisão perpétua e Neeb a quinze anos de prisão.


Spies fez a sua última defesa:

"Se com o nosso enforcamento vocês pensam em destruir o movimento operário - este movimento de milhões de seres humilhados, que sofrem na pobreza e na miséria, esperam a redenção – se esta é sua opinião, enforquem-nos. Aqui terão apagado uma faísca, mas lá e acolá, atrás e na frente de vocês, em todas as partes, as chamas crescerão. É um fogo subterrâneo e vocês não poderão apagá-lo!"

Parsons também fez um discurso:

"Arrebenta a tua necessidade e o teu medo de ser escravo, o pão é a liberdade, a liberdade é o pão". Fez um relato da ação dos trabalhadores, desmascarando a farsa dos patrões com minúcias e falou de seus ideais:

"A propriedade das máquinas como privilégio de uns poucos é o que combatemos, o monopólio das mesmas, eis aquilo contra o que lutamos. Nós desejamos que todas as forças da natureza, que todas as forças sociais, que essa força gigantesca, produto do trabalho e da inteligência das gerações passadas, sejam postas à disposição do homem, submetidas ao homem para sempre. Este e não outro é o objetivo do socialismo".






Mártires de Chicago: Parsons, Engel, Spies e Fischer foram enforcados, Lingg (ao centro) suicidou-se na prisão.

No dia 11 de novembro, Spies, Engel, Fischer e Parsons foram levados para o pátio da prisão e executados. Lingg não estava entre eles, pois suicidou-se. Seis anos depois, o governo de Illinois, pressionado pelas ondas de protesto contra a iniqüidade do processo, anulou a sentença e libertou os três sobreviventes.
Em 1888 quando a AFL realizou o seu congresso, surgiu a proposta para realizar nova greve geral em 1º de maio de 1890, a fim de se estender a jornada de 8 horas às zonas que ainda não haviam conquistado.

Em memória dos mártires de Chicago, das reivindicações operárias que nesta cidade se desenvolveram em 1886 e por tudo o que esse dia significou na luta dos trabalhadores pelos seus direitos, servindo de exemplo para o mundo todo, o dia 1º de maio foi instituído como o Dia Mundial do Trabalho, num congresso socialista em Paris em 1889.

Meu Maio
A todos
Que saíram às ruas
De corpo-máquina cansado,
A todos
Que imploram feriado
Às costas que a terra extenua –
Primeiro de Maio!
Meu mundo, em primaveras,
Derrete a neve com sol gaio.
Sou operário –
Este é o meu maio!
Sou camponês - Este é o meu mês.
Sou ferro –
Eis o maio que eu quero!
Sou terra –
O maio é minha era!
Vladimir Maiakovski
texto da net
A todos os que me lêem, tenham um bom feriado, mas não esqueçam que hoje como ontem, o tempo é de luta, que a inflação aumenta e  o ordenado dimimui. O desemprego aumenta, e a MISÉRIA e a FOME  TAMBÉM.

HOJE FESTEJA-SE TAMBÉM O DIA DAS MÃES. A TODAS AS QUE POR AQUI PASSEM O DESEJO DE QUE PASSEM UM DIA MUITO FELIZ. TENHO PARA MIM QUE DIA DAS MÃES SÃO TODOS OS DIAS, DESDE O PRIMEIRO MOMENTO EM QUE UMA MULHER SABE QUE VAI SER MÃE ATÉ AO DIA DA SUA MORTE.
EM ROMA CELEBRA-SE A BEATIFICAÇÃO DO PAPA JOÃO PAULO II. UM ACONTECIMENTO GRATIFICANTE PARA TODOS OS QUE SENDO CATÓLICOS OU NÃO, ADMIRAVAM O PAPA.

29.4.11

ANIVERSÁRIO DO SEXTA

Faz hoje precisamente 4 anos que o Sexta nasceu. Quatro anos em que sempre contei com a vossa companhia e a vossa amizade. Convosco contei nos momentos felizes e nos mais dolorosos que infelizmente não foram poucos especialmente nos últimos dois anos.  Não tenho andado muito por aqui, mas recordo com carinho cada um de vós, e espero que em breve possa retomar o vosso convívio. Afinal o diabo não há-de estar sempre atrás da porta, como se  costuma dizer.
Para todos aqueles que continuam por aqui, e àqueles que por um motivo ou outro abandonaram este mundo virtual, mas que me acompanharam durante largo tempo, um enorme obrigada.
Posto isto vamos festejar?

25.4.11

25 DE ABRIL - DIA DA LIBERDADE

Há 37 anos atrás o 25 de Abril e a revolução dos cravos aconteceu na minha vida quando eu era uma jovem cheia de sonhos. Em África onde me encontrava a acompanhar o marido que era militar, eu sonhava com a Liberdade com o fim da guerra e sobretudo com uma vida melhor e mais igualitária para todos. Nasci numa família muito pobre, numa barraca sem água e sem luz, não pude estudar, aos 11 anos fui trabalhar.  Fazia recados, tocava o gado na nora da quinta para a rega, e carregava padiolas de estrume que chegavam em fragatas para adubar as terras. Mais tarde aos 14 anos fui trabalhar para a Seca do bacalhau. Como quase toda a gente que vive assim, o meu maior sonho na altura era viver numa casa de pedra, com água e luz. Quando casei concretizei alguns desses sonhos, e quando aconteceu o 25 de Abril pensei que a vida dos portugueses ia enfim tomar um rumo. Com a Liberdade não íamos mais olhar  o nosso vizinho com desconfiança cada vez que desabafávamos sobre a vida que tínhamos, já que até aí muitos iam presos um ou dois dias depois de certos desabafos. Mas pensei também que com o fim das guerras coloniais, a vida dos jovens portugueses ia melhorar muito.  Iamos enfim ter um País mais justo. Passaram 37 anos, e meus pais que toda a vida trabalharam duramente, só não morreram na miséria num qualquer canto porque enfim os filhos ajudaram e muito.Minha mãe por exemplo, acamada por causa de trombose, completamente dependente para tudo recebia 315€ para um lar de 800€ fora medicamentos e fraldas. Não é difícil adivinhar o fim daqueles que não tenham filhos ou que tendo-os também devido a desemprego ou doença não possam ajudar. Somos um País cada vez mais idoso, e as esperanças do 25 de Abril nos darem uma vida mais digna já se esbateram há muito. Resta-me já pouca vontade de festejar a data. A vida sem Liberdade não faz sentido é verdade. Mas a Liberdade sem pão faz?

5.4.11

PARABÉNS AMOR.


Bendito seja o sol, por dar luz ao dia.
Benditas as flores pela sua beleza. 
Bendito o sorriso no rosto da criança, 
Pela sua inocência
Pela sua alegria. 
Bendita a água da fonte, 
Por saciar a nossa sede.
Benditas sejam as árvores que nos dão sombra
E purificam o ar que respiramos.
Benditas sejam a lua e as estrelas
Que dão luz à noite
E iluminam os nossos sonhos. 
Benditos sejam o céu, a terra e o mar
Que possibilitam a nossa vida
Bendito seja o olhar dos apaixonados
Pelo amor que irradiam.
E bendito seja o dia de hoje
Pelo teu aniversário.

21.3.11

HOJE É PRIMAVERA E DIA MUNDIAL DE POESIA

Porque hoje começa a Primavera, mas é também o dia Mundial de poesia, não podia deixar de colocar aqui poemas alusivos ao dia. Hesitei na escolha dos poetas. Portugal está cheio de excelentes poetas. Acabei por escolher estes dois. Curiosamente ostentam os dois o mesmo nome inicial. Luís Ferreira, um poeta do Barreiro, a minha terra, que talvez alguns dos que me visitam já conheçam  daqui. Luís Filipe Maçarico, um poeta excelente que me dá a honra de me chamar amiga, e que podem conhecer melhor no seu blogue aqui.

PRIMAVERA

E numa tarde de Sol
Contemplo-te. Talvez a Primavera
Tenha chegado ao teu olhar
Entras na luz com um sorriso
O corpo quase mar. Amor.

Luís Filipe Maçarico

AS PALAVRAS DOS POETAS

As palavras dos poetas,
Descrevem sonhos adormecidos,
Envoltos em mistérios,
Histórias de encantar, amores perdidos,
Que alimentam a alma.
Palavras sofridas, cegas com o sentimento,
Melodias de mil cores, num arco-íris da vida
Que marcam o momento...
Olhar a rosa a florir
Ver a estrela que brilha, no crepúsculo da aurora
A água da fonte que brota da rocha
A caneta que desliza, escrevendo...
O sentimento de quem namora.
As palavras dos poetas,
Letra a letra, soltas no ar...
Num sonho que flutua no espírito do ser
Num perfume de quem sabe amar...
Textos que originam canções inspiradas ...
Que iluminam gerações...
De Camões a Bocage, de Florbela a Pessoa
São as palavras dos poetas que
Nos fazem viajar para além das emoções
E alimentam o sonho... de quem quer sonhar!

Luís Ferreira


UMA BOA SEMANA PARA TODOS OS QUE POR AQUI PASSAREM

17.2.11

RECORDANDO

Video feito com imagens minhas, tiradas no inicio da semana. Para quem tem acompanhado a história do Manuel, estes são os lugares referenciados na história.