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30.9.17

A RODA DO DESTINO - PARTE VIII






Anete voltou-se, e encarou Salvador com um ar trocista.
- É uma nova tática de engate? – Perguntou mirando o homem que tinha na sua frente. Era alto, moreno de cabelos castanhos e olhos cor de âmbar, elegantemente vestido. Reparou que a sua tez morena empalidecia, enquanto o seu olhar frio, ganhava um brilho perigoso. Ela não se assustou. Não fora à toa, que passara a vida lutando para se impor aos dois irmãos.
-Não brinques, Ana Clara. Sei bem de onde vens. Vem comigo, precisamos ter uma conversa séria, não vamos tê-la aqui no meio da rua.
É claro que Anete não estava disposta a ir a lado nenhum por muito interessante que aquele desconhecido lhe parecesse.
- Caro senhor, não sei quem você é, nem quem é essa Ana Clara, se é que existe alguém com esse nome. Agora por favor deixe-me em paz.
 Voltou-se e desceu o primeiro degrau da escada que a conduziria ao metro. Mas logo a mão do homem se fechou sobre o seu braço, com tal força, que receou lhe esmagasse o osso.
Voltou a encarar o homem, e verificou que estava furioso. Havia um brilho de loucura nos seus olhos que a atemorizou. Seria um psicopata? Olhou à volta procurando um polícia, ou alguém que a pudesse ajudar, mas as pessoas passavam apressadas e nem davam por eles.
- Por favor, creio que o senhor me deve estar a confundir com alguém. Meu nome é Anete Sampaio, cheguei à cidade há menos de um mês e tenho a certeza que não o conheço. 
Salvador franziu o sobrolho. Que raio de conversa era aquela? Será que a sua cunhada sofria de dupla personalidade? Ela parecia não reconhecê-lo. E por muito desconfiado que a sua profissão o tivesse tornado, custava-lhe a crer, que Ana Clara conseguisse fingir com tanto realismo. Logo porém afastou aqueles pensamentos.
-Não me enganas, Ana Clara. Conheço-te demasiado bem para cair nesse teu jogo. Juro-te que se não me escutas, telefono ao meu irmão, para vir ter connosco,agora. E mostro-lhe o prédio onde a sua encantadora mulher se encontra com o seu amante. Tenho a certeza de que te tira os teus filhos e nunca mais os vês, - ameaçou.
Agora, Anete ficou muito preocupada. Será que havia na cidade uma mulher tão parecida com ela, capaz de confundir alguém que a devia conhecer muito bem? E se realmente havia, será que não ia destruir a sua vida, se não acabasse com aquela confusão? Decidida a acabar com aquela cena, disse:
- Vamos acabar de vez com esta confusão, senhor. Vamos até aquela pastelaria, e vou-lhe provar de uma vez por todas que não sou essa tal Ana Clara. 


ESTAVAM À ESPERA DISTO? AFINAL PARECE QUE  NÃO SÃO DUAS HISTÓRIAS.