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7.9.21

POESIA ÀS TERÇAS - POEMA DE NADIA ANJUMAN


POEMA DE NADIA ANJUMAN


Não estou com vontade de abrir a boca, sobre o
que devo cantar?
Eu, que sou odiado pelo resto da vida,
Não há diferença em cantar ou não cantar.

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Por que devo falar sobre doçura?
Quando sinto tanta amargura.
Oh, o banquete do opressor
tocou minha boca.
Não tenho um parceiro nesta vida
. Por quem posso ser doce?
Não há diferença em falar, rir,
morrer, ser.
Eu com minha solidão exausta
Com dor e tristeza.
Eu nasci para nada.
A boca deve ser selada.
Oh meu coração, você sabe que é primavera
E a hora de comemorar.
O que devo fazer com uma asa presa?
Isso não vai me deixar voar
Eu estive quieto por muito tempo
Mas eu nunca esqueço a melodia,
Porque a cada momento eu sussurro
As canções do meu coração
Que me lembram do
Dia em que vou quebrar a gaiola.
Voe dessa solidão
E cante como um melancólico.
Eu não sou um choupo fraco
Que qualquer vento vai abalar.
Eu sou uma mulher afegã,
então só faz sentido reclamar.



Nadia Anjuman uma promissora poeta afegã, foi assassinada pelo seu marido em 2005, aos  25 anos de idade, apenas por querer ir visitar a irmã, contra a vontade dele.


Biografia AQUI