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26.7.21

COMEÇAR DE NOVO- PARTE XXXVI

 


Helena e a filha regressaram a casa no Domingo à tarde. O terceiro período iniciou-se no dia seguinte, mas Matilde teve que faltar às primeiras aulas por ter de ir ao hospital tirar os pontos e ser vista pelo cirurgião.

Entretanto Gonçalo telefonara a Helena contando que os pais tinham viajado de Braga para a conhecer, bem como à neta e que estavam instalados em casa da filha.

Ele desejava levar as duas à casa da irmã, para que se conhecessem. Laura, convidava-as para jantar, e ele acompanhá-las-ia a casa logo após o mesmo, já que a filha não se poderia deitar tarde.

Embora indecisa, por temer que a família do Gonçalo, fosse insistir num casamento que ela não queria, Helena acabou por aceitar o convite, por saber que mais cedo ou mais tarde, a filha teria que conhecer a família do pai, e não havia justificativa para dececionar os avós que tinham feito uma longa viagem só para os conhecer.

Com o apoio de Rita que ainda não conhecera o pai da afilhada, por ter chegado à quinta depois da partida dele, e que fazia parte do clã que desejava vê-la casada, Helena saiu do trabalho logo depois do almoço, foi buscar a filha à escola e seguiram para casa.

Apesar de se estar a caminho do final de abril, a primavera chegar com pretensões a verão e o dia estava bastante quente. Enquanto Matilde fazia os TPCs, a mãe dedicou-se a limpar o pó que se acumulara na semana de ausência.

Terminada a tarefa, tomou banho e ficou indecisa em frente do armário aberto, sem saber bem o que vestir. Por não conhecer a dona da casa e a mãe, e não sabia se optar por uma roupa mais ou menos formal. Acabou escolhendo um dos poucos vestidos que tinha, pois, mesmo os fatos de trabalho eram quase exclusivamente compostos de calças.

Ainda de robe, foi verificar se a filha tinha acabado os trabalhos, para tomar banho. Não se preocupou com a roupa da filha, há quase um ano que ela decidira escolher ela mesma as suas roupas, não só quando saiam para as compras como quando se vestia. E como ela não era uma adolescente rebelde de gostos estranhos e espalhafatosos, a mãe deixara de se preocupar com isso.

Olhou o relógio eram quase quatro horas e Gonçalo ficara de as ir buscar às cinco. Preparou o lanche para as duas e logo que a filha saiu do banho lancharam e depois cada uma rumou ao seu quarto para se vestir. A mãe preocupada com a maneira como a família dele a receberia, a filha encantada por ir conhecer a família do pai.

Helena olhou-se ao espelho. O vestido justo na cintura e de saia levemente rodada, com decote em bico, de alças estreitas, deixava a descoberto, o pescoço parte dos ombros e do colo. Todavia o conjunto era composto por vestido e um casaquinho curto que acabava por esconder o que o vestido mostrava.

Penteara o cabelo num coque preso no alto da cabeça, e fizera uma maquilhagem muito leve. No pescoço um fino fio de ouro com uma pérola em forma de ouro, igual às perolas que adornavam as orelhas. As sandálias de salto e a bolsa completavam o conjunto.

Matilde optara por um macacão curto, azul escuro estampado com minúsculas estrelas brancas. Uma larga fita azul adornava a sua bela cabeleira da cor do trigo maduro. Nos pés umas sandálias brancas.  

Pontual como um relógio suíço Gonçalo chegou sorridente, abraçou a filha e cumprimentou a mãe com um beijo breve na face.

-Estão lindas, - elogiou enquanto elas entravam no carro que ele se apressou a por a rodar

Mal Gonçalo estacionou o carro em frente da porta da vivenda onde a irmã vivia nos arredores de Lisboa, a porta abriu-se e Laura surgiu acompanhada da filha para receber os visitantes e lhes dar as boas vindas.

 

FELIZ DIA PARA TODOS/AS OS/AS  AVÓS QUE POR AQUI PASSEM