Tanta fotografia cansava-a. Mas enfim era a tradição e ela pensava que a mãe já tinha desgostos que chegassem para os próximos dez anos pelo menos. E chegou enfim o carro para a levar ao registo.
Bem que ela gostava de uma cerimonia em casa, mas não era permitido por lei.
O pai entregou-a ao sogro, que na cerimonia representava o noivo.
E depois do casamento foram até ao restaurante local celebrar o acontecimento com uma pequena festa para a família, e duas amigas com quem a noiva tinha mais intimidade. A viagem para França seria dois dias depois, ela já tinha a carta de chamada do marido, que lhe autorizaria a saída do país.
No dia seguinte,
era a festa da aldeia, com a procissão dedicada a Nossa Senhora das Dores. Era
o primeiro ano que Sofia iria participar apenas como devota, e não como parte
integrante da comissão organizadora. Assim, depois do almoço saiu com a mãe para
assistirem à celebração da Eucaristia, à qual se seguiria a procissão pelas principais ruas da aldeia.