Em 2007, o filho tinha voado para construir o seu próprio ninho. Deixou cá o seu velho pc.
Eu nunca tinha mexido num, mas comecei a mexer. Cada dia aprendia uma coisa nova, ia um pouquinho mais além. No final do mês de Abril recebi a vista da minha sobrinha e marido. Pedi-lhes para me abrirem um blogue, e me explicarem como publicava nele. Artur, o marido da sobrinha, criou este. Na hora de escolher o nome eu lembrei do Robinson Crusoe, e do seu companheiro índio, a quem ele chamou de Sexta-Feira. Comparado com Robinson ele era um pobre ignorante, mas sem ele Robinson não teria sobrevivido naquela ilha selvagem. Para mim a Internet era uma espécie de selva, e eu sentia-me tão ignorante como o pobre Sexta Feira, daí que foi esse o nome escolhido.
No ano seguinte começou uma fase negra da minha vida, que se estendeu até 2012. Anos de muita dor, muito sofrimento, em que apenas o nascimento da neta em 2009, trouxe alguma alegria. Muitas vezes pensei acabar com ele, e outras tantas encontrei forças em vós para resistir. A maioria dos que por cá andavam, fecharam portas e mudaram-se de armas e bagagens para o FB. Dos primeiros anos restam meia dúzia de resistentes.
Felizmente nos últimos dois três anos, tem aparecido muita gente nova.
Hoje o Sexta alegra-se com todos os que o visitam, e comemora convosco a sua quase pré-adolescência.
Espero que gostem do bolo...
e brindem por todos nós e pela nossa amizade.
Bom Domingo.


