DEUSA DE MARFIM
Quando vejo o teu olhar cerrado
Esse olhar a pender para o teu peito
Sinto um misto de ternura e de respeito
Por esse teu rosto desmaiado.
Sinto-me herege, sinto-me levada
A um sentir pouco nobre e de despeito
Sentir que não comando, não tenho jeito
E deste meu jeito morrerei angustiada
Mas quando lembro a tua boca quente
Caio em mim e digo suplicante
Pelo nosso amor, por ti e até por mim
Não deixes morrer a chama deste desejo
Vem, arrependido, apagar num beijo
O fogo desta tua Deusa de Marfim.
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29.11.22
POESIA ÀS TERÇAS - JANITA - DEUSA DE MARFIM
Etiquetas:
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poesia às terças
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