Sam Seaborn do blogue Copo Meio Cheio desafiou os seus leitores a escreverem sobre a felicidade.
Como todos sabem a minha saúde neste momento está muito periclitante pelo que não me ocorre grande coisa.
Meu pai costumava dizer que a vida era como uma nora, e os anos como os alcatruzes, que ora estão no cimo da nora, ora no fundo do poço. E de facto parece acertado, pois ninguém é toda a vida jovem, saudável e alegre nem toda a vida velho, doente e triste. Penso que é neste balanço da vida que aprendemos a dar-lhe valor.
Por outro lado sempre pensei que a felicidade é algo que nasce connosco. Ou se tem ou não se tem. E eu tenho tido muita apesar de ou outro ano mau como este. Então lembrei-me de mostrar quando sou feliz. E olhando para o post, chego à conclusão, que o sou quase sempre. Excepto quando estou doente, não tenho tempo para ser infeliz.
E quando casei, fui-o tão feliz ...
que três anos depois resolvemos repetir a dose
Quando segurei nos braços o meu filho
Quando me dedico a ler poesia...
Ou quando assisto à minha neta a ler poesia.
Quando me dedico a borrar telas
Ou a fazer bolos de aniversário para os que amo...
Quando me dedico ao artesanato
À reciclagem
Quando lancei o primeiro livro
E o segundo...
Quando vou fazer um programa com a neta, que está sempre a desafiar os meus limites...até quando me diz que já não sou capaz de subir às árvores...
Quando faço visitas de estudo...
Ou vou de férias...
Quando no final de Julho o marido saiu assim do hospital depois de ter sofrido um AVC que o manteve lá um mês
Quando em Agosto segurei pela primeira vez a minha segunda neta, da qual não publico fotos, porque os pais não querem fazê-lo até que faça 6 meses.
E termino como comecei. Apesar das rugas e dos cabelos brancos, namorar, continua a ser uma das coisas que me enche de felicidade.


















