13.11.17

ARMADILHAS DO DESTINO - PARTE XIII





Teve uma reunião com a diretora, mal chegou à escola. Foi-lhe dito que não teria aulas nesse dia, era sexta-feira, os alunos das duas turmas que seguiam no carro acidentado, estavam na maioria internados, e mesmos os feridos menos graves iriam às aulas apenas na segunda-feira. Depois ela passara o dia anterior no hospital, deveria descansar nesse dia. Luísa agradeceu, meteu-se no carro e foi para o hospital. Sabia que as visitas eram só de tarde, mas talvez lhe dessem alguma informação sobre a colega, que tinha ficado em observação, e as crianças que tinham sofrido ferimentos mais graves e tinham tido que ser operadas.
Meia hora mais tarde, saiu do hospital, com o coração mais sossegado depois de saber que estavam todos a recuperar bem.
O mês de Maio estava a caminho do fim, e o dia apresentava-se radioso, como costumam ser estes dias, já com a primavera a querer rivalizar com o verão que se aproxima.
Luísa respirou fundo, pôs os óculos escuros e seguiu a caminho do parque onde tinha deixado o automóvel.
Sem ser uma grande beleza, com os seus traços finos e delicados, o rosto orlado pela farta cabeleira, da cor do trigo maduro, que lhe tocava os ombros em suaves ondulações, a alta e esbelta figura, envolta num camiseiro de seda azul, e nas calças de ganga, com as sandálias de meio salto, chamava a atenção de quem com ela se cruzava, apesar dos óculos escuros que escondiam uns maravilhosos olhos azuis, tal belos, como a mais bela das safiras.
Entrou no carro, mas antes de o ligar, retirou o telemóvel da mala, e marcou um número
- Fátima?
- Olá Luísa, que surpresa! Não devias estar em aulas? Espera, ouvi falar do acidente com o autocarro de miúdos da tua escola. Eram os teus alunos? Estavas com eles?
- Sim. Eram duas turmas. Uma delas era a minha. E claro que estava com eles mas felizmente saí ilesa. Preciso de ti. Tens um tempinho para mim?
- Para a amiga, ou para a paciente?
- Podia ser para as duas?
- Quando? Hoje?
- Sim.
- Bom, que tal almoçarmos juntas? Depois se necessário marco-te uma hora para o início da noite. Tenho marcações para toda a tarde.
-Eu também preciso da tarde, para ver a minha colega e as crianças que estão internadas.
- Então onde nos encontramos?
- Já alguma vez almoçaste no mercado de Campo de Ourique?
- Já. Queres ir lá?
-Ainda não conheço. Estou curiosa.
- Então está combinado. Meio-dia e meia. Está bom para ti?
-Está. Encontramo-nos lá. E obrigada.
- Até logo.
Desligou o telemóvel e voltou a metê-lo na mala. Olhou o relógio. Onze e vinte. Ainda tinha tempo de ir fazer algumas compras. Uns mimos, para as crianças internadas. Ligou o motor e rodou para a saída do parque.



Nota, depois de um dia em que de cada vez que acordava, não conseguia estar mais que dez minutos acordada e caía no sono de novo, acordei hoje às 5 da manhã a sentir-me bem. Entretanto o marido começou ontem à noite com vómitos. Parece que será a mesma coisa, vamos ver o que diz o médico.  



19 comentários:

Isa Sá disse...

A passar por cá para acompanhar a história.

Isabel Sá
Brilhos da Moda

Roaquim Rosa disse...

bom dia
a historia continua em cheio mas antes de tudo as melhoras para vocês.
JAFR

Tintinaine disse...

A história vai de vento em popa!
Marido também com vómitos?
Vocês andam mesmo a comer algo de errado!

Gil António disse...

Bom dia. Sempre lendo e acompanhando com o máximo interesse.
Votos de um inicio de semana muito feliz
....................................
[ Poema: "" Rascunhos de amor escritos por caneta sem tinta "" ]
.
Deixo cumprimentos e um abraço amigo
.

Filhos do Desespero disse...

As melhoras :)

✿ chica disse...

Lendo, gostando, esperando sempre e desejando melhoras pra vocês! Fiquem bem! bjs, chica

Os olhares da Gracinha! disse...

As melhoras para os dois!
...
A ida ao hospital é sempre algo que não se deseja mas se vimos mais descansados como foi no caso do conto ... excelente!
bj

Francisco Manuel Carrajola Oliveira disse...

As melhoras para a família.
Uma boa semana.

Andarilhar
Dedais de Francisco e Idalisa
O prazer dos livros

Maria Teresa de Brum Fheliz Benedito disse...

Melhoras para teu esposo e continue a cuidar de ti também. Estou gostando nuiti da história.Beijinhos

A Nossa Travessa disse...

Querida Elvirinhamiga

As melhoras do casal. Que pena o teu marido... :-(

Qjs do
Henrique, o Leãozão

aluap Al disse...

Já que vão almoçar no mercado do Campo de Ourique que aproveitem para comer uma fatia do melhor bolo de chocolate do mundo (ali perto).
Abraço e as melhoras do marido.

esteban lob disse...

Una cosa es la ficción yacente en tus llamativas historias, amiga Elvira, y otra la realidad de los males de salud cuyo cuidado debe prevalecer.

Cariños australes.

Lucia Silva disse...

Ótimo caminhar da história. Desejo melhoras para você e seu esposo.
Beijos carinhosos!

Anete disse...


Olá, uma boa semana p vocês com melhoras na saúde.
Vamos adiante com o suspense...
Beijos

António Querido disse...

Desejo as rápidas melhoras do seu marido, que não seja nada grave!
Abraço.

Rosemildo Sales Furtado disse...

Acompanhando, gostando e aguardando os acontecimentos. Não te esqueças que a saúde deve estar sempre em primeiro lugar.

Abraços,

Furtado

rosa-branca disse...

Amiga Elvira, passei para ler a continuação da história. Estou a adorar. As vossas melhoras e beijos com carinho

Cantinho da Gaiata disse...

Bom amiga, começo mesmo a acreditar que é uma virose, o melhor mesmo é ir ao medico.
Vou passar ao capitulo seguinte, estou a delirar com a história.
Beijinho grande e as melhoras do marido.

Andre Mansim disse...

Nossa Elvirinha, que descrição legal que você fez!
Adorei a cor de trigo maduro.

Espero que vocês melhorem de vez, aí na sua casa.

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