2.9.17

DIVIDA DE JOGO - EPÍLOGO




Giovanna, acabara de prender o véu nos cabelos de Eva, quando Isabella entrou para dizer que a limusina já tinha chegado. Eva  ainda não sabia onde ia ser o casamento. André fizera questão de manter o segredo para surpreendê-la, e ninguém na família quisera quebrar a ordem.
Nunca, nem nos seus sonhos mais românticos, ela sonhara viver, como vivera aqueles dez dias. Dois dias antes, chegara o resto da família, que viera de Itália, bem como toda a família portuguesa, que vivia em Braga. E todos sem exceção a acolheram com todo o carinho. Na última noite, André fora dormir no hotel, donde seguiria para a igreja. Com ela ficaram a futura cunhada e Isabela, a sobrinha mais velha, filha de Pietro, para a ajudarem a preparar-se para a cerimonia. Agora, seguiam a caminho do local onde ela se  realizaria.
Quando a limusina parou junto do portão do orfanato, e viu os portões abertos, guardados por dois seguranças, e o grupo de meninos, rigorosamente vestidos, segurando folhas de palmeira formando um arco para ela passar, a emoção foi tão grande que quase não conseguia andar.
O sogro aproximou-se e deu-lhe o braço para a conduzir à capela, em cujo altar André aguardava ansioso.
Para Eva tudo era um sonho. As meninas todas vestidas a rigor, (saberia mais tarde que tinha sido o noivo quem tinha oferecido as roupas às crianças do orfanato) aguardavam-na perto da capela, muito compenetradas do seu papel de damas de honor, a Irmã Maria interpretando Avé – Maria, de Schubert. André, no altar, de olhos brilhantes e sorriso rasgado, ladeado pelo irmão e cunhada, que iam ser os padrinhos, a capela engalanada, a Irmã Madalena no altar, acompanhada de um tio de André, que se seriam os  padrinhos dela. A cerimonia decorreu de forma muito emotiva. Quando o padre, os declarou marido e mulher e lhe disse que podia beijar a noiva, o beijo foi tão intenso, que todos os presentes aplaudiram. O copo-de-água, no refeitório do orfanato, totalmente engalanado, a alegria das crianças, tudo contribuiu para um dia excecional que ela não esqueceria nem que vivesse várias vidas. Por fim, a emocionada despedida da Irmã Madalena, que só voltaria a ver quando viessem de férias a Portugal e da sua nova família, que iria reencontrar na Toscana, quando voltassem da lua-de-mel, cujo destino ela ainda desconhecia, mas a julgar pelo que vivera até ao momento, seria a continuação do sonho.



 Fim 

Elvira Carvalho





Desta vez exagerei no romantismo. Na verdade agi como uma fada madrinha para a Eva.  Efeitos do calor, ou da aproximação a uma data especial.  Afinal dizem que quando a idade pesa, voltamos a ser crianças e as crianças acreditam em contos de fadas. 
Muito obrigada pela vossa paciência. 







18 comentários:

maria disse...

Gostei muito...que Eva e André tenham uma vida de sonho e que amanhã seja um dia de sonho para a Autora,que continue por muitos anos a proporcionar-nos momentos, por vezes,também de sonho,através da sua escrita...Obrigado Amiga, beijinho!

maria disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Anete disse...

Um belo final, romântico e harmonioso!... Felizes para sempre!
Gostei muito de acompanhar cada capítulo envolvente e bem elaborado. Os meus parabéns pela inspiração que se renova a cada dia...
Novamente, felicidades mil na nova idade que foi presenteada...
Abração

Tintinaine disse...

Um fim que superou todo o resto. Sim senhora, muito bem imaginado! Gostei!

Rui disse...

Um belíssimo conto muito bem "engendrado", Elvira !!!
Após um início algo "estranho" um final perfeito e com toda a lógica !
A Elvira é mesmo uma Fada Madrinha !!! :))

Abraço e parabéns (em duplicado) !

Roaquim Rosa disse...

bom dia
cada livro que se lê ou filme que se vê normalmente faz-se uma reflexão ou seja uma moral da historia, e desta ultima eu pessoalmente fiz uma reflexão muito positiva .
Não se deve julgar alguém sem conhecimento de causa.
continuação de um santo domingo.
Joaquim Rosário

Socorro Melo disse...

E eu amei o conto de fadas. Penso que a vida não é tão malvada. Ainda é tempo de amar e acreditar no amor. Parabéns, querida! Que suas lindas histórias continuem embalando nossos sonhos.

Grande abraço
Socorro Melo

Edumanes disse...

Duvidas já não tem Eva,
quanto ao amor de André
agora seu coração sossega
felizes no futuro tenham fé!

Tenha uma boa noite de feliz aniversário amiga Elvira, um abraço,
Eduardo.

Andre Mansim disse...

Hahahahahaha Elvirinha, eu fiquei com medo da máfia dos jogos mandarem agentes no casamento e matarem todos e só sobrar o André com a amanda nos braços, hahahahahaha. Mas ainda bem que você está boazinha!
Ufa!

Parabéns pela criatividade!

Louraini Christmann - Lola disse...

Pois eu gostei do teu exagero.
Continua exagerando, he he he!

abraço
Lola

Odete Ferreira disse...

Mais uma história que acompanhei com muito interesse.
De facto, este final foi mesmo de sonho. Gostei imenso do pormenor do casamento no orfanato.
Repetindo-me, deixo os meus parabéns!
Bjinho

Smareis disse...

Tão linda essa história Elvira. Final maravilhoso. Nada de exagero, foi tudo na medida certa. Tão lindo. Gostei imenso.
Bjs!

Filhos do Desespero disse...

Mais uma boa história, lida de uma só vez.

Obrigado pela partilha :)

✿ chica disse...

Tinha perdido o epílogo! Adorei! Valeu ! Momentos muito legais de leitura aqui! bjs, chica

lua singular disse...

Oi Elvira,
Estou no começo de Dívida de jogo, acho que é IV.
Vou vir todos os dias porque esse conto me interessou e quando terminar irei lhe dizer o porquê.kkk
Beijos
Lua Singular

Graça Sampaio disse...

Um final bem cor-de-rosa!!! Um comovente final (muito) feliz que a Eva bem merece.

E venham mais novelas...

lourdes disse...

Um verdadeiro conto de fadas.(Será que ainda as há?) Hummmm!
Mas como a vida real é tão malvada, sabe sempre bem um conto de fadas.
Bjs.

redonda disse...

Como exagero? Nada, assim está muito bem! Achei o máximo que o final feliz fosse assim desenvolvido