28.7.17

SINFONIA DA MEMÓRIA - PARTE XVIII







Os dias na aldeia passavam rapidamente. Os pais de Helena simpatizaram com Fernando, que também parecia à-vontade com eles. Os dois homens, e o menino,  tinham enfeitado a casa, enquanto ela e a mãe se dedicavam a juntar todos os ingredientes para uma ceia de Natal, repleta de boas iguarias.
E chegou enfim a noite santa. A família ia cear mais ou menos na hora do costume, queriam estar despachados quando chegasse a hora de irem à missa do galo. Depois da missa abririam os presentes.
António, o pai de Helena, tinha ligado a televisão a fim de ver o telejornal. De súbito, uma notícia, chamou-lhes a atenção. A Orquestra Nova do Porto, que se encontrava em digressão pelos Estados Unidos, apresentara às autoridades de Nova Iorque uma denúncia por desaparecimento do seu pianista, o jovem Fernando Corte-Real, que ali faria a sua estreia como solista, na primeira parte do concerto. O jovem que por motivos pessoais, não viajara com os restantes membros da orquestra, fizera-o no dia seguinte.
Havia o registo da chegada dele, ao hotel em Los Angeles, cidade onde a orquestra deu o seu primeiro concerto, no passado dia quinze, mas ele não foi visto depois do registo, nem apareceu nos ensaios nem na hora da atuação. E ontem também não apareceu para o concerto em Nova Iorque. O pianista que é tido pelos colegas como um homem muito talentoso e responsável, não aparece nem dá notícias, desde o seu registo no hotel de Los Angeles, no passado dia cinco. No fim da notícia, a foto do pianista, tirou todas as dúvidas aos dois jovens.
Meu Deus – disse Helena apertando a mão de Fernando cujo rosto estava extremamente pálido. Como é possível, teres feito o registo no hotel em Los Angeles, se nessa data estavas hospitalizado em Lisboa?
Felizmente os pais dela, estavam distraídos com as gracinhas do neto e não se aperceberam de nada.
- Desculpem-nos, - disse Helena. O Fernando não está bem, tenho que lhe dar um analgésico. Sequelas do acidente que teve há dias.
- Mas não comeram quase nada!- protestou a mãe dela.
- Já comemos quando voltarmos. Ou depois mais tarde. Não se preocupem. Porta-te bem com os avós, Diogo.
Ele dirigiu-se ao quarto que lhe tinham destinado, e ela seguiu-o


13 comentários:

Roaquim Rosa disse...

bom dia
isto está mesmo misterioso.
não posso esperar até amanhã !!!
JAFR

Os olhares da Gracinha! disse...

Algo se está a passar ...
Bj e bom fim de semana

Os olhares da Gracinha! disse...

Algo se está a passar ...
Bj e bom fim de semana

Tintinaine disse...

Continua a dose económica a ser servida aos leitores. Será por causa da crise? Não há dinheiro para mais? Não digo que parece uma novela mexicana, porque não lhe falta o suspense, mas ...
É preciso muito auto-controlo para dominar a ansiedade!

Existe Sempre Um Lugar disse...

Olá, ui....que grande mistério, é um caso de policia.
Bom dia e feliz fim de semana,
AG

✿ chica disse...

BAH! Empolgante, estou tri curiosa agora! bjs,chica

Edumanes disse...

Cautela e caldo de galinha, são boa mezinha para acalmar quem tem pressa. Suspense apoquenta quem tem ansiedade em vez de ter paciência. A sinfonia, para mim está indo muito bem assim. Episódios muito longo causam-me dores nos olhos.
As notícias transmitidas pela RTP1, pode ter sido o princípios do caminho para o inicio da investigação, afim de se descobrir o que é que aconteceu, é porque é que aconteceu. O acidente do qual a vitima foi o Fernando!

Tenha um bom fim de semana amiga Elvira, um abraço,
Eduardo.

José Lopes disse...

O mistério adensa-se...
Cumps

AC disse...

Elvira, a sua imaginação não tem limites.
Veremos o que acontece a seguir, a coisa está deveras interessante.

Abraço :)

Gaja Maria disse...

Muito interessante este conto Elvira. Adoro histórias de mistério :)

aluap Al disse...

Acertei, agora estou curiosa por saber como foi parar àquela estrada.

redonda disse...

Finalmente sabemos quem é ele!!! Chama-se mesmo Fernando e é pianista, isto promete :)

Rosemildo Sales Furtado disse...

O mistério começa a ser desvendado. Continuo gostando e curioso.

Abraços,

Furtado