17.7.17

SINFONIA DA MEMÓRIA - PARTE VI






A vida foi retomando o seu ritmo normal. Helena andava muito cansada, o trabalho no hospital era cada dia, mais intenso, pelo que teve que pedir uma reunião com o diretor da clínica, e reduzir o seu trabalho para apenas duas horas, três vezes por semana. Com toda essa azáfama, quase tinha esquecido o sinistrado, quando a colega do outro hospital lhe telefonou a informar que o homem tinha saído recuperado a consciência. Ela  nunca mais voltara ao hospital desde aquela noite em que falara com a médica,  e lhe pedira para que a avisasse , quando ele saísse do do coma. Como naquele dia, não tinha consultas na clínica, decidiu que ia vê-lo quando terminasse o seu trabalho no hospital. Depois de a cumprimentar, a colega, disse-lhe:
-O nosso doente está finalmente livre de perigo. Mas está amnésico. Nem sequer se lembra do seu próprio nome.
- Às vezes acontece depois de um grave acidente. Mas deve ser transitório, não?
- Talvez. Fez hoje uma RM. Vamos esperar os resultados para despistar alguma lesão de maior gravidade a nível cerebral. Vamos vê-lo?
- Claro. E a polícia, não disse nada?
- Apenas que continua a não haver nenhuma queixa por desaparecimento. Esperavam que saísse do coma para o interrogar.
- E já o fizeram?
-Já. Mas devido à amnésia, não deu em nada. Fotografaram-no para verem se a foto dele faz parte dos ficheiros da polícia.
Tinham chegado junto do doente. Pela primeira vez Helena, via realmente o sinistrado. Não teria mais de trinta e cinco anos, moreno, embora agora estivesse bastante pálido, cabelos pretos, bem curtos, e ligeiramente ondulados, e uns profundos e desorientados olhos pretos. Os traços do seu rosto eram perfeitos, a testa alta e o queixo firme. O pijama meio desabotoado deixava ver um peito bem musculado.
- Como se sente? - Perguntou a médica
-Vazio, -respondeu esboçando uma careta que talvez pretendesse ser um sorriso.
- Apresento-lhe a doutora Helena Correia. Foi ela quem o encontrou meio morto na estrada e providenciou para que fosse rapidamente socorrido.
- Obrigada doutora. – Estendeu-lhe a mão, que ela apertou, reparando que era uma mão bem tratada.






Para dar um pouco de "pica" numa altura em que está quase tudo de férias, 
e sabemos  que este homem, está amnésico e não tem documentos , alguém arrisca um palpite? Quem será ele?  Donde será? E como veio aparecer quase morto  "as portas" de Lisboa? Será "recado" de algum gang?


15 comentários:

Tintinaine disse...

Eu não arrisco nenhum palpite. Estou completamente perdido e não vejo quem possa ser o amnésico. O melhor é esperar!!!

✿ chica disse...

Acho que tem coisa bem enrolada e vai ser legal essa dupla...Vai dar o que falar!!!
Estou gostando...Acho que eles tem algo junto a fazer...bjs praianos,chica

Anete disse...

Opa, muito mistério envolvendo o drama...
Volto amanhã para ver mais detalhes...
Bjs e uma boa noite, querida Elvira...

dinapoetisadapaz disse...

Essa dupla promete, essa trama é bem envolvente, nem me arrisco a um palpite!
Noite de Paz Elvira!

Roaquim Rosa disse...

Bom dia
em principio pensei que fosse o Hugo , pai do menino e que por acaso depois do acidente ficasse com amnesia e por ironia do destino quem lhe salvou a vida foi precisamente a miúda com ele tivera uma aventura amorosa e será ela mesmo quem sabe a ajudar na sua recuperação.
mas devo estar enganado pois ela não o reconheceu.
JAFR

Isa Sá disse...

A passar por cá para acompanhar a história!

Isabel Sá
Brilhos da Moda

Beatriz Pin disse...

Bo día e boa escritura. Vejo que non ten pausa nin ferias na tarefa de escribir. As suas historias son sempre sorprendentes e apaixoantes porque son a vida mesma, o que acontece ás pessoas do día a día. Situacións reais. Que tudo vaia bem e disfrute do verán que sempre se fai curto demais. Uma aperta! Beijnho!

Edumanes disse...

Não faço ideia quem seja,
arriscar também não vou
que a sorte o proteja
da morte Helena o salvou!

Tenha um bom dia amiga Elvira, um abraço,
Eduardo.

Gaja Maria disse...

Poderia ser o pai do seu filho que por ironia do destino foi ali parar mas é estranho ela não o reconhecer :)

redonda disse...

Mas não há direito, quando penso que vamos saber quem ele é, fica amnésico?!
E agora, quem poderá ser...
Tem que ser boa pessoa
Se calhar estava muito só, meteu-se em más companhias, confiou num falso amigo e este resolveu roubá-lo e matá-lo, com o choque ele ficou amnésico...
vamos a ver se já há uma resposta no próximo capítulo...

por outro lado, lembrei-me agora do título desta história, será que ele e ela já se conhecerem no passado? Ele pode estar muito diferente e por isso ela não se lembrou ainda...

Cantinho da Gaiata disse...

Bom que a história promete, já eu sei, agora arriscar no palpite, não sei.
Vou esperar para ver.
Beijinho grande.

Odete Ferreira disse...

Pois, também estou de férias, como tal deixei a cabeça pensadora em casa...
Aguardo o desenvolvimento dos acontecimentos.
Bjinho, Elvira

Smareis disse...

Vamos ver o que acontece no próximo capitulo. Gosto de mistérios.
Beijos!

Rosemildo Sales Furtado disse...

Prefiro não arriscar um palpite, e sim, esperar os acontecimentos.

Abraços,

Furtado

Berço do Mundo disse...

Pela descrição, não parece o tipo de homem para se meter em confusões de gangues... mas espero para ver que desenvolvimentos dará a Elvira à história