17.7.17

SINFONIA DA MEMÓRIA - PARTE V







Chegou a casa já bastante tarde, cansada de carregar ao colo o filho adormecido. E no dia seguinte estava de banco, pelo que não se adivinhava um dia nada fácil. Acordou muito cedo, depois de uma noite de sobressalto em que dormiu pouco e mal.
A mãe telefonou logo pela manhã. Ela tinha ficado de ligar quando chegasse a casa, e com toda a confusão da viagem e no hospital, esquecera completamente, o que fez com que a mãe tivesse passado a noite insone com a preocupação.
Quando a empregada chegou, ela já tinha o filho levantado a tomar o pequeno-almoço, para ir para a creche.
O dia decorreu lento e atribulado, com três urgências. Quase ao fim do dia recebeu uma chamada para se apresentar na esquadra, a fim de assinar o boletim de ocorrência que o polícia em serviço no hospital fizera no dia anterior.
E ainda queria passar no outro hospital para ver o sinistrado, ou pelo menos saber como ele estava.
Teve que telefonar à empregada, a avisar que chegaria mais tarde, e pedir para ela ficar um pouco mais com o menino.
Na esquadra assinou o documento, e tentou saber alguma coisa mais sobre o acidente, mas segundo o agente a polícia estava a investigar, mas enquanto o homem não estivesse capaz de fazer declarações, era difícil saber o que se passara, já que no local não foram encontrados na estrada, nenhum sinal de acidente, nem nenhum veículo, e o sinistrado não tinha absolutamente nada nos bolsos. Era quase como se ele tivesse sido "despejado" naquele local, para morrer.
Depois foi ao hospital, falou com a doutora Sandra, a chefe da equipa que seguia o sinistrado,  soube que a cirurgia de remoção do baço, que lhe estava a provocar a hemorragia interna, correra bem, mas o doente era um poli-traumatizado, a nível das costelas, do rim, do fémur e da cabeça, e ainda estava em coma. 
Pediu à colega para a manter ao corrente do seu estado e a avisar quando ele recuperasse a consciência.
Tinha pensado ir vê-lo mas à última hora decidiu deixar para quando ele estivesse consciente. Já era tarde e a empregada devia estar desejando que ela chegasse.




12 comentários:

O meu pensamento viaja disse...

Boa semana com muita escrita. Beijinhos

Tintinaine disse...

O episódio de hoje serviu-me de sobremesa, depois do almoço.
Vamos esperar que o doente saia do coma para sabermos a sua história.

Edumanes disse...

A cirurgia correu bem segundo foi informada pela doutora Sandra. Cujo o sinistrado continua em coma. Sendo assim o mistério da Sinfonia, mantém-se em banho Maria. até se descobrir o que é que na realidade aconteceu!

Tenha uma boa tarde amiga Elvira, um abraço,
Eduardo.

✿ chica disse...

Estou adorando e imaginando o que vem pela frente...bjs praianos,chica

Rosemildo Sales Furtado disse...

Olá Elvira! Me perdoe. Sei que estou em falta contigo. É que estou ajudando um dos meus filhos a fazer o TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) dele. Prometo que voltarei e me atualizarei com a leitura dos teus posts.

Abraços,

Furtado

Francisco Manuel Carrajola Oliveira disse...

Estou a acompanhar e a gostar.
Um abraço e boa semana.

Andarilhar
Dedais de Francisco e Idalisa
O prazer dos livros

Minhas Pinturas disse...

Estou companhando seu novo conto, li os cinco capítulos, e estou achando ótimo. És uma ótima narradora de estórias.
beijinhos, Léah

Cantinho da Gaiata disse...

O que será que bem do após coma.
Esperando para ver.
Bj e boa noite.

redonda disse...

Mantém-se o mistério...quem será ele?

Evanir disse...

A muito tempo afastada dos blogs estou tentando devagar fazer um pouco de visitas, pois me acalenta do coração e minha alma..
A você deixo meu carinho e uma amizade linda e verdadeira.
Beijos..Evanir.

Smareis disse...

Gostando muito da História.
Beijos!

Rosemildo Sales Furtado disse...

Estou sentindo um cheirinho de novidades para o futuro. A coincidência e o interesse de Helena pelo acidentado me faz pensar assim.

Abraços,

Furtado