23.4.17

OS CAMINHOS DO DESTINO - PARTE VII




Limpou as lágrimas, chamou a empregada, pediu a conta e pagou.
- Vamos? – Perguntou pondo-se de pé.
- Claro, - respondeu a amiga, levantando-se e seguindo-a.
Entraram no carro, e enquanto iniciava a marcha, Clara disse:
- Tomei a liberdade de telefonar à tua mãe e contar o que se passou. Deves compreender que o teu estado era muito grave e não se sabia as implicações que podia ter. A tua mãe ficou desesperada, e contou ao teu pai. Saber-te em perigo, deixou-o cheio de remorsos com a sua intransigência. Queriam vir ver-te, mas eu disse-lhes que não valia a pena uma viagem tão longa, tu não estavas capaz para visitas. Tenho-lhes dado notícias todos os dias, mas ontem não lhes disse que já tiveste alta. Queria ver-te um pouco melhor, para que sejas tu a ligar-lhes e a dar-lhes a notícia.
Beatriz não tinha palavras. A emoção sufocava-a. Era a melhor notícia que podia ter recebido. Tinham chegado à dependência bancária.
Desapertando o cinto, voltou-se para a amiga e disse:
- Importas-te de esperar um pouco enquanto lhes telefono?
- Não, mulher. Estes dias, estou por tua conta, - disse sorrindo.
Marcou o número da mãe, e aguardou nervosa:
- Sou eu mãe, -disse engolindo um soluço quando ouviu a voz da mãe, no outro lado. – Fisicamente, estou bem, já tive alta médica, mas estou muito triste.
Calou-se escutando o que a mãe dizia.
- A Clara contou-me. Tenho tantas saudades vossas.
Escutou de novo
- Agora não posso, mãe. Tenho que tratar de várias coisas, banco, seguro, finanças, legalizar a minha situação. Mas assim que trate disto vou aí passar uns dias. Preciso tanto do teu colo. Dá um abraço ao pai por mim… Não mãe, não quero falar com ele pelo telefone. Quero olhar-lhe nos olhos, quando lhe falar. Agora desculpa, tenho de desligar. Beijos, mãe.
Desligou a chorar. Estava demasiado sensível, tudo a emocionava, tudo lhe dava vontade de chorar.
Clara esperou um pouco, e depois estendeu-lhe um lenço.
-Seca essas lágrimas ou vais entrar no banco com os olhos inchados e vermelhos. O pior já passou. Agora é olhar para a frente e enfrentar de novo a vida.

Sem pc e não tendo programadas as postagens automáticas torna-se difícil continuar.
O filhote emprestou-me a sua tablet. Mas a ver até onde sou capaz de ir com isto eu que sou um calhau com olhos com estas tecnologias.
Bom domingo

16 comentários:

António Querido disse...

É sempre muito bom e indispensável ter um amigo ou amiga, para nos ajudar nas horas difíceis da vida, contos que podem ser reais!
O meu abraço.

Maria do Mundo disse...

Está a ir muito bem. E a história está cada vez melhor!

✿ chica disse...

Adorando a história e que boa amiga ela tem e tomara possa logo encontrar os pais, olhar nos olhos deles, receber e dar abraços e ganhar um colo.... bjs e te saíste bem no tablet do filho! bjs,chica

Anete disse...

Um capítulo comovente. Travessia de dias difíceis, mas tudo melhorará brevemente. Uma amizade bonita a das duas!
Feliz domingo!
Bjs e vamos nos falando...

Erika Oliveira disse...

voltei aqui para recuperar o que andei deixando de ler. Vou a ler os outros capítulos.

O de hoje foi bem emocionante.

Beijinhos

Os olhares da Gracinha! disse...

Tempos complicados ... com um futuro mais risonho!?...bj

Edumanes disse...

Aconteceu o que tinha de acontecer. Já não se poder voltar atrás. Portanto, o que Beatriz tem a fazer é seguir em frente. E se puder gozar a vida da melhor maneira possível! Porque no outro mundo outra melhor não há!...

Tenha uma boa tarde de domingo amiga Elvira, um abraço,
Eduardo.

Tintinaine disse...

O oitavo passageiro acaba de aterrar e ficar a par das notícias. Se se portarem todos bem, amanhã há mais!!!

Rogerio G. V. Pereira disse...

Tenho dificuldade em ligar os episódios. Falho muitos... sigo os que posso...

Cantinho da Gaiata disse...

Hahaha um calhau com olhos, já somos duas, estas tecnologias dão cabo de nós,calma que tudo vai correr bem, temos que ter a leitura em dia destas tuas maravilhosas histórias.
Estou a gostar mais, és uma maravilha nestas escritas, gosto de finais felizes e esta no meio de tanta desgraça vai ter um bom final.
Beijinho muito grande.

Socorro Melo disse...


Estou gostando do desenrolar da história. Clara é uma grande amiga! os amigos se conhecem assim, nessas horas. E mais uma vez o sofrimento pode servir de ponte para aproximar desafetos.

AvoGi disse...

Empolgante. Adensa-se a trama
Kis :=}

Vera Lúcia disse...


Olá Elvira,

Gostei da leitura desde o primeiro capítulo, que mostra uma trama envolvente e interessante.
Tudo que Beatriz necessita agora é do carinho e apoio dos pais, que já estão dispostos a recebê-la.
Muito bom ter uma amiga como a Clara.
Espero que você se adapte ao tablet, que não é muito confortável para se escrever textos, ou que seu PC se recupere rapidamente-rs.

Tenha uma ótima semana!

Beijo.

Pedro Coimbra disse...

Vamos continuar a passar por aqui e a espreitar as novidades.
Boa semana

Francisco Manuel Carrajola Oliveira disse...

Continuo a acompanhar e está interessante.
Um abraço e boa semana.

Andarilhar
Dedais de Francisco e Idalisa
Livros-Autografados

Rosemildo Sales Furtado disse...

Os verdadeiros amigos agem assim. Mesmo sem autorização -pois não poderia ter- Clara informou aos pais da Beatriz o acontecido, por saber que era para o seu bem. Continuo gostando e aguardando.

Abraços,

Furtado.