15.9.16

QUEM SABE, FAZ A HORA... FINAL

-Vem comigo Sandra, vamos até lá fora. Está sufocante aqui.
- O que te sufoca, são os teus receios, não o ar aqui dentro - retorquiu-lhe a amiga.
Saíram. Na rua alguns jovens conversavam. E estava frio. Mas estranhamente Cecília sentiu-se bem.
- Será que ainda demora? E será que vem mesmo?
- Claro que vem. Tem calma. Vamos voltar para dentro. Aqui gela-se.
Entraram. E Cecília voltou a embrenhar-se nos seus pensamentos. Lembrou do sofrimento que lhe causara a morte do marido. E do luto que a si mesma impôs. Mas depois... com o passar do tempo, não era mais a figura calma e doce do marido que ela recordava, mas o jovem impetuoso e apaixonado que ficara em Portugal. Tentou esquecer. E refazer a sua vida. Em vão. Pela amiga com quem falava quase todos os dias no chat, sabia da vida de João. Dos seus desvarios, das noitadas, da vida de excessos de celibatário. E a ideia começou a germinar. Resolveu voltar e procurá-lo. Disse-o a Sandra que a incentivou.
Lembrou-se da avó, que costumava cantar:

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer

Despediu-se do emprego e marcou a viagem. Só depois contou aos pais, a quem prometeu, que mandaria notícias tão depressa tivesse a vida organizada. Depois quem sabe, também eles voltariam para a sua Lisboa de que tinham tantas saudades. E agora ali estava ela, esperando ansiosa, e disposta a lutar, para conseguir a felicidade com que sonhava desde menina, ao lado do homem que sempre estivera dentro do seu coração. Sentiu a mão da amiga apertar os seus dedos, e ao olhar para a porta, todo o seu corpo estremeceu, enquanto as suas faces se ruborizavam, ao reconhecer a figura masculina.
AGORA era a hora...

21 comentários:

Berço do Mundo disse...

É sempre hora de (voltar a) ser feliz. Espero que o reencontro seja tudo o que ela espera.
Abraço
Ruthia d'O Berço do Mundo

✿ chica disse...

Gostei de te acompanhar em mais esse lindo conto.,Elvira!Gostei do final.bjs, chica

Rui Espírito Santo disse...

eheheh... Está a "matar-nos à fome e sede" de saber o que se vai passar, Elvira ! rsrs
Vamos a ver se o João consegue resistir àquele olhar tão belo, doce e provocador, da Cecília (da foto abaixo) !? ...

Beijinhos. :)

Rui Espírito Santo disse...

:) ... Será que vai deixar à nossa imaginação ?...

Claro que sim ! Haverá uma infinidade de possibilidades :

Quem sabe, faz a hora,
Não espera acontecer !

:))

AC disse...

Há tantas coisas que não acontecem porque não damos corda à nossa vontade...!
Cecília teve a atitude certa, ousou ser feliz.
Parabéns, Elvira!

Um beijinho :

Monica Almeida disse...

Muito obrigada pela tua visita no meu blogue!! Também gosto de ler,mas tenho que ganhar mais tempo para me dedicar mais à leitura!! Beijinhos,espero que tudo esteja a correr bem contigo e com toda a tua família!!

Anete disse...

Mais um conto bem contado, Elvira! Valeu muito acompanhar!!
Abraços e tudo de bom...
Até breve...

Gaja Maria disse...

Há que saber reconhecer a felicidade quando ela nos bate à porta nem que para isso se tenha de daruma volta a nissa vida. Um final feliz

Majo Dutra disse...

Vim saber o final deste interessante conto,
mas ainda não li o desfecho do conto anterior.
Penso que o perdi...
Desejo boa convalescença ao seu familiar.
Abraço, Elvira.
~~~~~~~~~~

Odete Ferreira disse...

Parabéns por mais um belo conto.
Bjo, Elvira

Rogerio G. V. Pereira disse...

Há uma moral a retirar

"Esperar não é saber"

Ailime disse...

Bom dia Elvira,
Um conto muito bem escrito que nesta manhã de sexta feira, gostei de seguir.
Agora so resta imaginar q os protagonistas sejam felizes;))!
Beijinhos e um bom fim de semana.
Ailime

António Querido disse...

Não tenho acompanhado, porque tenho andado por aí a despedir-me do verão, mas gostando de ler os seus contos regressei para ficar!

Com o meu abraço.

Bia Hain disse...

Elvira, peguei o finalzinho do seu conto, mas fiquei aqui sorrindo com a música citada, de Geraldo Vandré. Uma tia com quem eu passei boa parte da infância sempre cantava essa música e talvez por isso eu aja dessa forma até hoje. Obrigada pela lembrança que me despertou! Abraços!

Olinda Melo disse...


A hora de ser feliz. Pelo menos é isso que devemos ter em mente.
Querida Elvira, desejo as melhoras do seu familiar.

Bjs

Olinda

Donetzka Cercck L. Alvarez disse...

QUE LINDO CONTO,ELVIRA! SAUDADES DE SEU ESPAÇO! ELE ESTÁ NA MINHA LISTA DE MEUS BLOGS FAVORITOS À DIREITA NO LAYOT DO MEU.SIGO VOCÊ NO GOOGLE+ TAMBÉM.

Obrigada pela visita e volte sempre.Já a sigo aqui e foi difícil acessar seu blog porque estou sem computador,só com o celular e a tela dele é muito pequena e pouco enxergo.
Por isso,estou retribuindo as visitas vagarosamente.

Beijos sabor carinho e lindo fim de semana

Donetzka


Fê blue bird disse...

Um conto que promete um final empolgante e que espero feliz!

Um beijinho e bom fim de semana amiga Elvira

Mariazita disse...

Tencionava retornar só em finais de Setembro mas a minha filhota requisitou a minha presença mais cedo... e aí vim eu a correr :)))
E já que cá estou aproveito para visitar, aos poucos, as amigas.

Infelizmente não acompanhei este conto que, pelo final, me parece que deve ter sido muito interessante - o que já é habitual... :)

Li o seu livro nas férias. Amanhã (hoje não tenho possibilidade) escrevo email a respeito.

Votos de um Domingo feliz
Beijinhos
MARIAZITA / A CASA DA MARIQUINHAS

AFlores disse...

Com hora, sem hora... agora pode e deve ser a hora. Nunca é tarde. Tarde será o arrependimento.

Tudo de bom!

Isa Sá disse...

Voltando para acompanhar as histórias!


Isabel Sá
Brilhos da Moda

Pedro Coimbra disse...

Como previra, o reacender de um amor adormecido.
Boa semana