17.2.15

MARIA PAULA - Parte III

A actual Igreja de S. Paulo  que foi inaugurada em 1959, começou a ser erigida em 1948, pelos frades Capuchinhos, que substituíram as Irmãs de S. José de Cluny , que desde 1935 dirigiam a Missão de S. Paulo, onde existia, não uma Igreja, mas a capela de que falo no conto.  Actualmente  a Paróquia, é dirigida pelos Salesianos de Dom Bosco.







Durante a Segunda Grande Guerra, Paulo alistou-se como voluntário. Em consequência disso, foi incorporado numa companhia de tropas portuguesas com destino a Moçambique. Poucos meses depois em Fevereiro de 42, o Japão invade Timor Leste, e a companhia que tinha sido mandada para Moçambique, recebeu ordens para seguir para Timor Leste.  Tempos duros, com muitos milhares de civis mortos e outros tantos estropiados, que deixaram os médicos em serviço, extenuados. Desmobilizado após o fim da guerra, Paulo encontrou ao regressar ao seu posto no Hospital de S. Paulo, uma jovem pediatra de quem se enamorou. Luena, era uma bela e altiva mulata, que se dizia descender em linha directa da lendária rainha Ginga.
Paulo teve a sorte de ser correspondido nos seus sentimentos e em Dezembro de 47, os jovens trocavam votos de matrimónio, na pequena capela da Missão de S. Paulo, perante Deus e com a bênção do pároco, Cónego Manuel das Neves.
Três anos mais tarde, nasceu o primeiro filho do casal. Um menino a quem puseram o nome de Pedro em homenagem ao avô, que viria a falecer num acidente dois meses mais tarde. Um desgosto para ensombrar a felicidade do jovem casal. Paulo e Luena, continuavam a exercer a profissão no hospital, e nas horas vagas, num pequeno ambulatório existente no bairro da Samba, local onde foram residir após o casamento.


Continua



Gente feliz não dá enredo para contos, mas este vai continuar, porque Maria Paula, a heroína da história, ainda não nasceu.


22 comentários:

Dorli disse...

Oi Elvira,
Como está na 3ª parte, amanhã eu volto e vou ler a primeira e assim sucessivamente.
Beijos
Lua Singular

Graça Sampaio disse...

Eu vou lendo... assim do estilo folhetim, mas nem sempre comento. São giras estas novelas.E reais...

Parabéns! Beijinhos

✿ chica disse...

Estou acompanhando e gostando e vamos indo contigo e tua linda imaginação! bjs, chica

Berço do Mundo disse...

Aguardo pela heroína então.
Abraço
Ruthia d'O Berço do Mundo

Lúcia Bezerra de Paiva disse...

Gosto dos meandros das histórias que você cria, Elvira, a partir da sua rica vivência. Tudo faz lembrar os relatos da vivência de meu marido em Angola. Imagine você que, aqui no Brasil, conheci um casal de indianos (de Goa),que era amigo de meu marido em Goa(quando solteiros), anos depois se encontraram em Angola e finalmente se encontraram o Brasil.Ela ficou viúva, eu também, e hoje nos comunicamos pela internet: ela em Lisboa e eu em Fortaleza. Agora, lendo as suas histórias, esses fatos vem à mente. Que mundo tão pequeno!
Estou adorando a história de Maria Paula.
Um abraço!

Emília Pinto disse...

Mais um belo conto que nos apresentas. Estive a lê-lo desde o início, pois, como te fui visitar à outra tua casa, só agora vim ao Sexta. Médicos destes, os verdadeiros, os que realmente tem vocação são poucos infelizmente, mas é deles que o mundo precisa. Um bom carnaval, Elvira e espero que estejas completamente recuperada. Cá estarei para seguir a Maria Paula. Beijinhos
Emília

Laura Santos disse...

A história continua muito interessante, e muito bem escrita.
Um médico com verdadeira vocação.
xx

Majo disse...

~
~ Bem documentado, com uma veracidade provável e uma leitura muito agradável.

~ Tenho a certeza que vai ser muito interessante e um grande sucesso.

~ ~ Espero por Ana Paula e desejo que também seja feliz. ~ ~

~ ~ ~ Dias felizes e inspirados. ~ ~
.

Pedro Coimbra disse...

E eu vou continuar a acompanhar

António Querido disse...

O mundo é mesmo pequeno!
Quando menos esperamos e a milhares de Kms encontramos um amigo, comigo já aconteceu, conheço essa sensação!

Continuarei a ser seguidor das suas histórias!
O meu abraço.

esteban lob disse...

Ya estoy al día en la historia, Elvira, y atento a su continuación. Tienes en tu pluma agilidad y enorme facilidad para situarnos en los tiempos.

Abrazo.

Existe Sempre Um Lugar disse...

Boa noite, ao longo da historia sempre ouve médicos conscientes e vocacionados para exercer a sua profissão com humanidade, vamos esperar para saber qual a surpresa no desenvolvimento do conto.
AG

Vitor Chuva disse...

Olá, Elvira!

É verdade que as grandes histórias, especialmente as de amor,sempre estiveram associadas a dramas.Mas as que acabam bem também graça, desde que o enredo seja interessante. E eu vou ficar à espera do resto.

Um abraço e boa semana.
Vitor

Mariangela do Lago Vieira disse...

Oi Elvira boa tarde!
Hoje eu vim colocar os capítulos em dia... pois estive doente, e fiquei sem coragem até de ligar o meu PC!
Mas já estou gostando muito e ficarei aguardando o próximo.
Beijos,
Mariangela

Edumanes disse...

Assim sendo, ainda há muito para contar!
porque a uma das personagens ainda não nasceu
temos que pelo seu nascimento esperar
para ver o que ainda não aconteceu?

Desejo para você, amiga Elvira, uma boa noite, um abraço.
Eduardo.

manuela barroso disse...

Essa imaginação fértil para escrever romances e novelas é um dom que admiro, Elvira . E o o estilo ê inconfundível !
Bji grande!!

© Piedade Araújo Sol disse...

muita pesquisa ou então, muito próximo do real.

gosto!

:)

vendedor de ilusão disse...

Na parte anterior eu comentei que achei o Paulo um sujeito inteligente, no entanto, agora retiro que disse. Para se tornar um voluntário indo à uma guerra defender causas e vontades alheias, Paulo deveria ser o antônimo de inteligente; o que salvou foi ele encontrar alguém por quem se apaixonou - o que já é uma virtude...

Duarte disse...

Por fim pude chegar até aqui e comprovar, uma vez mais, os dotes narrativos que possuis, estou encantado e alguém mais o vai estar também, se nos concedes esse prazer.
"Rosa" já está traduzida, tão só requere uma última revisão, dentro de dias estará à tua disposição.
Um grande abraço e a criatividade não esmoreça.

Zilani Célia disse...

OI ELVIRA!
ESTOU LENDO E GOSTANDO MUITO.
VOU EM FRENTE.
ABRTÇS

http://zilanicelia.blogspot.com.br/

Maria Teresa de Brum Fheliz Benedito disse...

Bom demais ler você cara amiga Elvira, grande beijo no coração.

Rosemildo Sales Furtado disse...

Pena que o avo morreu, mas, fazer o que? É a sina de todos nós> Estou gostando.

Abraços,

Furtado.