29.4.14

FELIZ ANIVERSÁRIO SEXTA.

E o Sexta faz 7 anos. Normalmente neste dia costumo homenagear os blogues amigos.  Porém como a saúde continua de férias, sem mim,  falta-me a paciência para tudo. Deixo-vos um enorme obrigada, pela companhia, pela amizade, por tudo o que me têm dado ao longo destes 7 anos.
Bem Hajam

22.4.14

VISITA DE ESTUDO

De volta depois de mais um período em que a saúde se ausentou para parte incerta e me deixou como se costuma dizer de quatro.
Como alguns de vós sabeis este ano lectivo de 2013/14 ingressei na UTIB. Uma forma de aprender alguma coisa já que em devido tempo nunca consegui estudar. Infelizmente o segundo período estive quase sempre doente e foram poucas as aulas a que consegui ir. Ainda assim fui a um passeio de estudo no passado dia 23 de Março e vou agora mostrar-vos algumas das coisas que vi.

Antes da entrada nas oficinas da Fundação Ricardo Espírito Santo, um olhar em volta.
Ao fundo o Tejo banha a cidade.
Mesmo em frente à entrada S. Vicente o padroeiro
Na oficina de passamanaria, ao centro, um tear muito antigo e original pois funciona de cima para baixo.
Mostra de algumas das peças tecidas aqui. Muitas manualmente.

Nesta carpintaria se restauram peças muito antigas. Mas também se fazem peças que são reprodução de outras também muito antigas. As tiras na parede, são amostras das várias madeiras utilizadas.
Aqui moldes para executar alguns dos trabalhados que conhecemos em certas peças.
A caixa em cima da mesa apresenta múltiplas peças, algumas bem minúsculas. São as peças com que se fazem aqueles desenhos embutidos que vemos em algumas peças de mobiliário.  O aquecedor eléctrico serve para aquecer e dar o tom escuro na borda das peças.
Nesta parede várias amostras dos tais desenhos embutidos.

Aqui um mestre mostra como com um cinzel  e um martelo se fazem as obras de arte que se vêem na parede. A cinzelagem utiliza-se em vários metais, do ferro ao ouro.

Por hoje fico por aqui, espero que gostem.
E muito obrigada pelo vosso interesse e carinho na fase ruim que atravessei e que espero ter superado.







18.4.14

FELIZ PÁSCOA

A todos os amigos que por aqui passarem, eu desejo que tenham uma Páscoa muito feliz. Peço desculpa pela minha ausência nos vossos espaços, mas infelizmente a saúde não me tem deixado. Acontece que no dia 6 deste mês comecei com dores muito intensas no maxilar inferior desde uma orelha à outra. Tão intensas que houve dias nem consegui falar nem comer. Dormir então nem se fala. Primeiro médico, disse que era uma nevralgia do trigémeo. Dias depois fui a outro médico que disse que era uma inflamação articular do maxilar. Mudou a medicação. Como não resolveu três dias depois fui a outro médico, por sinal uma médica, que disse que era uma contractura do músculo facial.  Só deixou o Brufen 600 e mudou os outros. Um relaxante muscular, Relmus, e Clonix em SOS. E disse que se não passasse até à próxima Segunda -feira, me ia enviar para o hospital para controlar a dor por via venosa.
Graças a Deus melhorou imenso. Não que a dor tenha passado, infelizmente ainda não, mas já levo 8/9 horas sem dor. Espero que agora seja sempre para melhor.
Volto às visitas e às postagens, logo que me sinta melhor.
Abraço amigo a todos/as.

7.4.14

MARIA - XII - FINALMENTE A PAZ



Finalmente a Paz.

- Você sabe o que fazer minha amiga. Depois de tudo o que passou, não pode tomar a decisão da sua vida por aconselhamento alheio. Tenho a certeza que já se decidiu, e se veio aqui, foi exactamente para se encontrar e ganhar coragem para pôr em prática essa decisão.
- É verdade. Decidi dar a mim mesmo uma nova oportunidade de ser feliz. Mas apesar disso de vez em quando sou assaltada por pensamentos e receios negativos. Será que vai dar certo? Às vezes, penso que devia ficar quieta no meu canto, e deixar a vida correr até ao fim. Outras penso que se a Vida me dá uma nova oportunidade tenho mais é que agarrá-la com ambas as mãos e fazer tudo para que dê certo.
Nesse momento meu marido entrou e as confidências acabaram. Maria ficou para jantar e quando se despediu disse que daria noticias.


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“Minha querida amiga.
Um ano se passou desde que estive em sua casa e deve pensar que desapareci de novo. Estou muito feliz. E como sabe, quando a felicidade entra as histórias acabam, como nos contos infantis. “Casaram e foram felizes para sempre” lembra? Pois é mais ou menos isso. Não casei com o Américo, talvez porque o medo não deixou, mas vivemos juntos e somos muitos felizes. É claro que gostaríamos de ser pais. Mas dados os antecedentes e a minha idade, resolvemos não arriscar. Pensamos fazer uma adopção, mas o psiquiatra disse que não ia dar certo pelos meus antecedentes de instabilidade psíquica. Apadrinhamos o bebé de uma vizinha com quem fiz amizade e que preenche um pouco do vazio que me ia na alma. Diogo, o meu afilhado é para mim o filho que não tive. Continuo com as consultas mas já quase não tomo medicamentos. Estou em paz comigo e com o mundo. Já consigo pensar na minha mãe sem sofrimento nem rancores. E até já fui ao cemitério levar flores e orações. Em breve faremos uma visita. Quero que conheçam o Américo. Um grande abraço de nós para vós.
Maria”

 Fim


Maria Elvira Carvalho



Agora a pergunta do costume.  Gostaram? Acharam a história credível?  Imaginaram a possibilidade de um final feliz, ou esperavam uma recaída da Maria?

(direitos reservados)

3.4.14

MARIA - XI - MEDO DO FUTURO






 Medo do futuro


Um silêncio pesado incomodativo instalou-se entre nós. Maria parecia perdida sabe-se lá em que labirintos do seu passado. E eu não me atrevia a dizer nada. A história que acabava de ouvir era difícil de escutar, quanto mais de viver. Levantei-me e preparei um café para as duas.
-Obrigada – disse pegando na chávena. Depois continuou. Levei nesta vida pouco mais de um ano. Entretanto continuava as consultas de psiquiatria, começava a fazer o desmame de alguns medicamentos e tinha perdido peso. Encontrava-me muito melhor, a minha roupa de antigamente já me servia, começava de novo a ganhar gosto pela vida. Um dia telefonei à “Nani” e perguntei-lhe quem tinha as chaves da casa da minha mãe. Era tempo de ir ao encontro do passado. Era uma gaveta que continuava desarrumada na memória e precisava arrumá-la antes de dar novo rumo à minha vida. Ela disse que as chaves estavam com o tio Carlos e eu fui buscá-las.
Não sabe como sofri quando entrei lá em casa. Fui sozinha. Percorri cada canto com lágrimas nos olhos e um aperto no coração. Senti pena por “ela” e por mim. Tudo podia ter sido tão diferente. Depois tomei uma resolução. Vendi a casa e comprei um pequeno apartamento para mim. Queria recomeçar a minha vida num lugar que não me trouxesse lembranças. Comprei poucos móveis, só o indispensável e comprei um computador. Há tempos que não mexia num, que não ia à internet. E era uma companhia. Como tinha algum dinheiro, resolvi procurar um novo emprego, qualquer coisa onde me sentisse mais realizada.
Comecei a passar horas no “PC” em chats de conversação fazendo amizades virtuais. Não sei se sabe mas a “Net” é um mundo que nos vicia tanto ou mais que qualquer droga. Mas é um mundo ilusório. Em breve tinha dezenas de amigos e alguns deles começaram a insistir para nos conhecermos. O desejo de sair da solidão em que me metera após o último internamento fez com que fosse  cedendo a vários encontros. Encontrei gente muito boa e verdadeiros trastes. Nada que a vida real não tenha. Mas quando olhamos o nosso interlocutor no olho, é mais difícil enganarem-nos. Encontrei “amigos”que só queriam favores sexuais, outros que só queriam vigarizar-me. Mas também encontrei bons amigos e amigas, dispostos a ajudar sem nada pedir em troca.
Um desses arranjou-me emprego numa imobiliária, outro conseguiu numa oficina de um amigo um carrinho em segunda mão em óptimo estado.
Agora estou bem. Tenho alguém que jura que me ama e quer casar comigo. O Américo tem 48 anos, é viúvo e não tem filhos. Parece ser um bom homem, é trabalhador, e não sabe mais o que fazer para me agradar, mas apesar de gostar da sua companhia, eu não sinto aquela emoção, aquele tremelicar de pernas que sentimos quando a pessoa que amamos se aproxima. Por isso tirei uns dias de férias e vim em busca do meu passado. Para pôr a cabeça em ordem e deixar o coração vir à superfície.  A solidão pesa-me. Mas e se aceito casar e depois continuo “sozinha”? Se não consigo corresponder ao seu amor? Não me sinto capaz de suportar um casamento assim. Não depois de ter experimentado uma história de amor como a que vivi com o Artur. E não pense que eu gostaria de voltar para o Artur. Actualmente somos amigos, ele já me perdoou, encontrou outra pessoa e está feliz. Aliás hoje quando o vejo, já não sinto nada daquela emoção que me abrasava quando casámos.   O que acha que devo fazer?

Continua


(direitos reservados)