11.6.13

POEMA DO NOSSO AMOR NASCIDO



POEMA DO NOSSO AMOR NASCIDO
 

Ainda me recordo do tempo de solidão
quando na estação do meu desejo
embarquei ao encontro de ti.
Era Primavera? Não. Era ainda Inverno.
Mas o tempo não contava. Era um montão
de horas encerradas
na penitenciária do passado.
E foi justamente nessa altura
que te encontrei.
Trazias a noite agonizante
em teus cabelos,
enquanto nos teus olhos dourados
raiava a aurora.
Nunca te tinha visto e no entanto
soube logo que eras tu. No teu sorriso
- branco malmequer que desfolhaste,
me perdi. Com a força do desespero
que agoniza em silêncio,
o nosso amor nasceu. Depois...
bem, depois, não estava previsto
-mas aconteceu...a maçã do saber
adormeceu em nós.
A cidade, o rio, as gentes,
a vida e até a própria morte
deixaram de nos importar.
Há alguma coisa mais importante que
um homem e uma mulher que se amam?...
Lembras-te? Era o tempo dos beijos
a saber a pôr do sol,
das madrugadas amanhecendo
nos sorrisos sem palavras.
Era o tempo em que os nossos corpos,
prenhes de Amor, cavalgavam
pelas montanhas da Ilusão.

Maria Elvira Carvalho



A minha primeira participação numa antologia de poesia..




Entretanto informo que o conto Vidas Cruzadas não acabou ainda.  O Pedro coitado é que ainda está à espera  do outro empregado do hotel.  Rsrsrs.

E para os meus amigos e amigas do outro lado do Atlântico, que hoje festejam o dia dos namorados, 
um dia muito feliz,

12 comentários:

Luis Eme disse...

Boa!

parabéns, Elvira.

abraço

Emília Pinto e Hermínia Lopes disse...

Foi a primeira participação e de certeza que não será a última. Adorei, Elvira e encontraste uma bela maneira de desejares um feliz dia dos namorados aos nossos amigos brasileiros. Sabes, considero-me luso brasileira, pois vivi muitos anos no Brasil e os meus filhos são brasileiros, mas tinha-me esquecido por completo do dia dos namorados. Obrigada por me teres recordado este dia que durante tantos anos lá festejei. Parabéns, amiga e espero que continues, pois a tua poesia é linda. Obrigada por me teres convidado para a " sessão de autógrafos " Um beijinho e uma boa semana
Emília

http://odeclinardosonhos.blogspot.com disse...

Parabéns amiga por essa conquista justa!!
A tua escrita é muito boa mesmo e era natural que a oportunidade surgisse mais dia menos dia!Prova disso está nesse lindo poema!!
Bjs
anacosta

aflores disse...

Parabéns
Parabéns

Muitos parabéns!

Tudo de bom.

Fátima Pereira Stocker disse...

Parabéns, Elvira

É um poema com opções estilísticas interessantes. Espero que a restante selecção não desmereça do seu.

Beijos

Zé Povinho disse...

Bonito poema e fico por perto para o final do conto.
Abraço do Zé

Lúcia Bezerra de Paiva disse...

Abriu, com chave de ouro, a sua participação numa antologia de poesia. Um belíssimo poema de amor, para nós,do lado de "cá" do Atlântico, pelo dia dos namorados.
Andei "perdendo" muitas postagens suas, na época devida, mas hoje recuperei-as. Principalmente Vidas Cruzadas. Estou torcendo, para que o Pedro reencontre a sua amada Rita.Ele sofreu tanto, em não encontrá-la mais no hotel!

Um forte abraço, amiga.

Andre Mansim disse...

Beleza de poema minha amiga! Vc é polivalente hein? Escreve prosa e verso com maestria! Parabens!

BlueShell disse...

Verdade: nada mais importa que esse amor entre um homem e uma mulher...EU SEI!!!
Bj
BShell

Vitor Chuva disse...

Olá, Elvira!

Lindo poema, contado na primeira pessoa.Parabéns!

Boa semana, um abraço.
Vitor

LUZ disse...

Olá, Elvira!

Parabéns pela sua primeira participação numa Antologia Poética.

O poema, que me parece baseado num facto real, espelha a maneira tão natural, real e íntegra dos seus sentimentos, sejam eles quais forem.

Gostei muito da forma como descreve aquele amor, o seu e do seu maridão, como costuma dizer.

QUE ESSA FELICIDADE CONTINUE A EMOLDURAR AS VOSSAS VIDAS.

Boa semana.

Um beijo, de amizade, para ambos.

Luma Rosa disse...

Oi, Elvira!!
O amor sempre identificará o amor, sempre acreditei nisso. Não somente o amor entre homem e mulher, como também o amor fraterno.
O encontro com o seu amado foi narrado com a sua maestria poética costumeira. Parabéns pela antologia!
Beijus,